Debilidade de leitura prejudica a juventude


26 de Fevereiro, 2015

Fotografia: Maria Augusta

O jornalista e escritor Albino Carlos considerou débil o nível de leitura dos jovens, factor que afecta o seu grau de intelectualidade e o exercício da cidadania.

Citado pela Angop na terça-feira, no quadro do projecto “Diálogo entre escritores e leitores”, criado pela União dos Escritores Angolanos (UEA), Albino Carlos considerou esta realidade “um fenómeno complexo” que a sociedade deve encarar com serenidade e não atribuir a culpa aos jovens.
“Não é justo atribuir a culpa aos jovens por esta realidade, mas é necessário criar mecanismos que alterem este quadro, criando projectos que incentivem os jovens a ler”, disse o vencedor de 2014 do Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de Literatura, com a obra “Issunje”.
Segundo o escritor, é imperioso analisar distintos factores que concorrem para o fraco desempenho dos jovens na leitura, que vão desde o preço e a disponibilidade de livros no mercado nacional à fraca política de incentivo à leitura.
“Há um conjunto de factores culturais, económicos e conjunturais que devem ser avaliados”, reforçou.
Albino Carlos disse ainda que as redes sociais, onde as debilidades de escrita são muito visíveis, vêm agravar este panorama de indisponibilidade à leitura. Os jovens perdem horas concentrados nestas novas ferramentas de informação e entretenimento e  ficam cada vez mais distantes dos livros. Quanto ao projecto da UEA de promoção de encontros entre leitores e escritores, Albino Carlos disse que vai aproximar os jovens do livro e da leitura. "As partes vão poder trocar ideias e falar sobre obras literárias. Isto vai criar empatia entre escritores e leitores e servir de incentivo a muitos jovens que, possivelmente, vão ter no escritor um exemplo a seguir”, reforçou.
Jornalista há 30 anos, Albino Carlos é director nacional de Publicidade e Marketing do Ministério da Comunicação Social. Tem publicado o romance “Olhar de Lua Cheia”, vencedor dos prémios literários António Jacinto, em 2006, e de Cultura e Artes em 2014, com o livro "Issunje".

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