Derito promove espectáculos em Benfica

César Esteves |
28 de Outubro, 2015

Fotografia: Mota Ambrósio |

O músico Derito realiza na sexta-feira e sábado, às 21h00, no Clube dos Kotas, em Benfica, em Luanda, dois espectáculos para saudar os 30 anos de carreira, assinalados segunda-feira.

Em declarações ao Jornal de Angola, o músico disse que os espectáculos, de carácter intimista, representam o seu reaparecimento no mercado musical angolano. “Durante muitos anos, a minha carreira esteve mais virada para Europa”, disse Derito, adiantando, por outro lado, que os espectáculos vai ser suportado apenas com temas do seu vasto repertório.
Com uma carreira musical mais virada para Europa, o autor de “Saudade”  afirmou que decidiu comemorar os seus 30 anos  em Angola, pelo facto de uma boa parte dos seus sucessos, na década de 1990, estarem a ser muito solicitados actualmente pelos fãs.
“Os discos na qual estão inseridos os meus sucessos musicais da década de 90 já não existem no mercado. Por essa razão, decidi atender as solicitações dos meus admiradores com a realização destes dois espectáculos na capital do país”, afirmou Derito.
O músico acrescentou que a realização destes espectáculos em Angola é também uma forma de homenagear o país pela comemoração dos 40 anos de Indepenência Nacional, a assinalar-se no dia 11 de Novembro.  Derito revelou que as músicas a serem interpretadas nos dois dias foram alvos de uma roupagem e vão fazer parte do seu quarto álbum intitulado “Best Of”, que deve chegar ao mercado discográfico dentro de um mês.
“Recuperei todos os trabalhos que as pessoas já conhecem e ao invés de apenas compilar num CD, decidi dar uma nova roupagem. Já não me revejo na forma de tocar de há 20 anos”, disse Derito, acrescentando que para a roupagem dos temas deste disco contou com a participação dos Kassav.
O músico disse que o disco traz, além dos seus temas de sua autoria, dois clássico da música angolana: “Manuele” e “Ngala ni gienda”, da autoria de José Fontes Pereira. A parte técnica do disco contou com a participação de Jacob Desvarieux  (guitarra eléctrica e produção geral), George Decimus (guitarra baixo), Thierry Fanfat (guitarra baixo),  Jean Claude Ramiro (piano e sintetizadores), Thomas Bellon (bateria), Helio Cruz  (bateria), Fabrice Adam, M.Bruno e Hamid Belhocine (saxofone,trompete e trombone) Javier (kissange), Joãozinho Morgado (tumba) e Jorge Mulumba (reco-reco e puita). Derito considerou de positivo o resultado dos seus 30 anos de carreira artística, pois embora sente que devia colocar mais disco no mercado, mas não o fez por falta de apoio financeiro.
“Gosto de compor com cabeça, tronco e membro. Não lanço umdisco só por lançar. Se eu quisesse fazer música básica e de consumo rápido tinha ficado menos tempo sem gravar. Por exemplo, não troco um baterista por uma bateria electrónica e um flautista por um sintetizador. Sou fiel aos instrumentos nacionais. E isso tem os seus custos, mas também os seus resultados”, disse.
Cantor e guitarrista, Hélder Tavares nasceu em 1966, em Benguela. A paixão pela música estava-lhe no sangue africano e iniciaria a sua musical no dia 26 de Outubro de 1985 com atuações esporádicas em alguns clubes e bares angolanos, primeiro em Benguela, depois em Luanda. O cantor foi gradualmente cativando a atenção do público para as suas canções de puro espírito africano.
Derito começou  tem no mercado os discos “Saudade”(1995), “Álison” (1996) e “Discernimento” (2004). O disco “Saudade” seria o mais be-sucediido e foi o álbum mais vendido em Angola em 1995. Em termos de festivais internacionais já participou no International Jazz Festival, realizado 1997, em Windhoek. Participou  no Queen Elisabeth Hall,  em Londres, em 2008, na exposição universal de Xangai,  na China, em 2010, no Ronnie Scott’s Jazz Club, em Londres, em 2013, e este ano no Africa Oye Festival, em Liverpool.

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