Desaparecimento étnico é motivo de preocupação

Manuel Albano |
18 de Novembro, 2014

Fotografia: Eduardo Pedro

O desaparecimento gradual de alguns grupos étnicos, como os Cuetes, localizados no município do Tombwa, numa região do deserto do Namibe, preocupa a antropóloga Teresa Aço.

A outra preocupação da antropóloga é o desaparecimento, paulatino, de alguns grupos pré-bantus. “São povos que ainda preservam culturas seculares e portanto vivem, quase sempre, marginalizados, já que não se misturam com os outros”, disse a especialista em antropologia.
A investigadora pediu ainda às instituições do Estado para intensificarem os seus esforços na preservação dos grupos etnolinguísticos em vias de extinção. Apesar de reconhecer os esforços do Ministério da Cultura neste sentido, a responsável pede mais apoio para a salvaguarda de certas etnias.
Para Teresa Aço é fundamental também ser feito um levantamento e recolha de dados sobre algumas línguas africanas de Angola actualmente consideradas como extintas, particularmente na região do Namibe.
“Com a seca muitos desses povos estão a deslocar-se das suas regiões para praticarem também a agricultura de subsistência e abandonarem determinadas práticas históricas”, contou ao Jornal de Angola.
Uma das preocupações actuais do Centro de Estudos do Deserto (CE.DO), instituição distinguida este ano com o Prémio Nacional de Cultura e Artes na disciplina de Investigação em Ciências Humanas e Sociais, é enviar técnicos especializados a essas localidades, algumas distantes, para recolha de dados.
“O maior problema é a limitação técnica destes quadros, que não conseguem fazer o seu trabalho condignamente”, lamentou.
A antropóloga Teresa Aço é uma das pesquisadoras que ajudaram a criar o CE.DO, uma instituição de investigação, sedeada no Namibe.

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