Desenvolvimento artístico tem debilidades


23 de Outubro, 2014

Fotografia: Eduardo Pedro |

O pintor Etona, secretário-geral da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP), disse ontem, em Luanda, que o desenvolvimento da actividade artística em Angola sofre de debilidades de base, “principalmente no quadro das estruturas”.

“Os artistas sofrem de debilidades de base, principalmente no quadro da liderança: dos elementos satélites, aos quais os artistas devem agarrar-se”, considerou, acrescentando que “há dicotomias entre as agremiações artísticas e o Ministério da Cultura”.
Em declarações à Angop, no quadro dos 37 anos da UNAP, assinalados no passado dia 8, o escultor considerou “urgente” alterar a visão que os governos têm dos artistas, uma vez que a paz também se alcança a cantar, pintar, com poemas e escultura.
“Depois de sedimentarmos estes elementos, podemos falar de internacionalização da cultura angolana”, acrescentou.
Em relação aos 37 anos de actividade da UNAP, disse que representam o testemunho da revolução no contexto de desenvolvimento do país.
“A UNAP, enquanto membro da sociedade civil, tem a sua quota de responsabilidade nesse processo.”
A UNAP foi criada a 8 de Outubro de 1977, por um conjunto de artistas plásticos e intelectuais, com destaque para Victor Teixeira “Viteix” e Henrique Abranches.

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