Disney explora a fusão com a Marvel


20 de Novembro, 2014

Fotografia: Divulgação

Os estúdios Disney apostam em “Operação BigHero 6”, o primeiro filme de super-heróis surgido após a sua união com a Marvel,depois do enorme fenómeno “Frozen” .

A nova aventura é protagonizada por Hiro e orobotBaymana cidade futurista de San Fransokyo, onde o Oriente e Ocidente se fundem.O filme é realizado por Don Hall (“O ursinho Pooh”) e Chris Williams (“Bolt”) e criado pela equipa que em Fevereiro deu à animaçãoo seu primeiro Óscar graças às princesas de “Frozen – Uma aventura congelante”.
HiroHamada (dublado por RyanPotter) é um pequeno “geek”de 14 anos que sofre todos os sintomas típicos da puberdade, a indiferença e a falta de motivação, mas que é extremamente ligado ao seu irmão mais velho, Tadashi (Daniel Henney). A sua vida toma um rumo inesperado após um trágico acidente, que o faz mergulhar numa depressão. Até que aparece Baymax (ScottAdsit), um robot branco insuflável e programado para cuidar das pessoas. Daí nasce uma forte amizade. Juntos, embarcam numa perigosa missão para descobrir quem roubou os microbots inventados por Hiro, peças capazes de adoptar qualquer forma e controladas telepaticamente.
Os seus amigos GoGoTamago (JamieChung), Wasabi (WayonsDamon Jr.), HoneyLemon (GenesisRodriguez) e Fred (T.J. Miller) acompanham-nos nesta aventura.

Para meninas também

A Disney mergulhou no universo dos mangas, karaté e das máscaras kabuki para criar “Operação BigHero 6”, embora os seus responsáveis digam que este não é um filme realizado para um público exclusivamente masculino.“É para crianças e adultos”, disseram numa conferência de imprensa em LosAngeles.
“Estamos num momento em que os nossos filmes são para todas as idades”, acrescentaram.
É o que considera a actriz GenesisRodriguez, filha do cantor venezuelano “El Puma”, que dá voz a HoneyLemon.“Sempre vesti-me de princesas da Disney, porque queria fazer parte daquele mundo. Mas esta história pode fazer as meninas sentirem-se poderosas”, disse à AFP.
Como qualquer filme da fábrica de animação criada em 1934 por Walt Disney, acção e emoção caminham juntos.Enquanto Hiro enfrenta a difícil tarefa de crescer, tomando decisões e avaliando os perigos encontrados no percurso, o bem-humorado Baymax encarna a inocência com as suas declarações engraçadas. “Hiro sente-se muito ligado ao robot e encontra esperança nele. Assim, consegue abandonar o desespero”, explica Williams.“As suas personalidades confrontam-se de uma forma que é divertida e ao mesmo tempo confortadora”, afirma Hall.

Golden Gate nipónico

Além do enredo, “Operação BigHero 6” fascina pela perfeita integração da estética japonesa ao icónico cenário de São Francisco. O Golden Gate, os eléctricos e as colinas típicas da cidade californiana que agora parecem parte de uma esquina de Tóquio.
O filme é um aceno claro ao mercado asiático, oferecendo infinitas oportunidades económicas à indústria do cinema americano, apesar de o Japão não representar a Ásia.
Por outro lado, é também uma homenagem aos entusiastas dos mangas. A equipa de efeitos especiais e design viajou várias vezes para Tóquio, com câmaras nas mãos, para absorver as cores, as formas e texturas que caracterizam a sua estética.
Ainda nas nuvens pelos muitos prémios conquistados há apenas alguns meses, os criadores do filme dizem-se cientes da dificuldade em atingir o mesmo sucesso de “Frozen”.
O filme, baseado numa história de Hans Christian Andersen, arrecadou 1,275 mil milhões de dólares em todo o mundo e venceu dois Óscares, um de melhor filme de animação e outro de melhor canção original pelo hit“LetitGo”.Os críticos prevêem muito sucesso para “Operação BigHero 6”.

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