Cultura

Divulgação de “Augusta” leva Damásio a Maputo

O cantor Matias Damásio tem agendado para os dias 1 e 2 de Março, dois espectáculos em Maputo, capital moçambicana, para apresentação do mais recente álbum “Augusta”, uma homenagem à avó.

Autor de “Amor e festa na Lixeira” está de malas feitas para dois concertos em Maputo
Fotografia: Contreiras Pipa | Edições Novembro

Segundo a edição online do jornal moçambicano “O País”, neste retorno à Pérola do Índico, o artista angolano vai apresentar o novo disco que uma vez mais foi bem recebido, em Moçambique, pelos apreciadores do ritmo tropical e kizomba.

A primeira actuação está marcada para 1 de Março, durante o evento realiza-se um jantar de gala para 700 pessoas, aberto ao público em geral, embora, parte dos ingressos esteja reservada aos patrocinadores e parceiros da iniciativa. O evento vai ter lugar no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano.

Ainda a 1 de Março, em toda a sessão,  Damásio vai ser figura central durante cerca de 3h30, que começa com o jantar às 20h00. Entretanto, às 21h30 o músico vai estar no palco para uma actuação de 90 minutos. Hora e meia depois, às 23 horas, termina o concerto do angolano, mas não a sua intervenção. Depois da actuação, a agenda inclui uma sessão fotográfica com o músico e um momento de assinatura de autógrafos, ao som do DJ Sérgio Butler.

No dia seguinte, 2 de Março, vai haver mais Damásio, entretanto, num outro local: Campus Universitário da Universidade Eduardo Mondlane. Nesse dia, o espectáculo musical vai durar cinco horas, deve iniciar às 19 horas e terminar à meia-noite.  

Além de Matias Damásio, no palco montado na Universidade Eduardo Mondlane, também vão estar artistas moçambicanos convidados, casos de Mimae, Júlia Duarte, Abuchamo Munhoto, Twenty Fingers, Mr Bow e DJ Supman. De Angola, Cef vai ter igualmente a oportunidade de promover o seu trabalho.

Quer o concerto do dia 1, como o do dia 2 de Março, surgem de uma parceria com o Mosaik Comunicações, inserem-se numa nova plataforma de eventos, que a BDQ -Concertos abraça doravante. Ou seja, se antes a BDQ habituou o público moçambicano e estrangeiro a organizar shows musicais, com lendas como George Benson, Billy Ocean, Norman Brown, Richard Bona, Jimmy Dludlu ou Lira, nos próximos tempos vai abranger mais amantes da música em geral, com a promoção de espectáculos com autores que cultivem, por exemplo, a kizomba.

De acordo com Belmiro Quive, da BDQ Concertos, os artistas convidados para o espectáculo de Março não foram escolhidos só por fazer ritmos semelhantes aos de Matias Damásio.

“Seleccionamos-lhes por acharmos que estão ao nível deste show. Temos muitos bons artistas. Infelizmente, não podíamos levar todos. Fez-se uma selecção que se enquadrasse dentro do nosso programa, que tem como objectivo não cansar o público, proporcionar música de qualidade e melhor gestão do mesmo público”. 

Ainda assim, Quive garante que a BDQ Concertos não está a mudar de perfil de espectáculos, mais a abrir uma nova plataforma de eventos de massas, em que Matias Damásio se enquadra perfeitamente, daí, a pré-venda de ingressos registar muita adesão depois de iniciada a 15 de Dezembro. “Oportunamente, iremos anunciar mais um concerto para 2019 neste segmento”, promete Belmiro Quive.

O concerto do dia 2 de Março está concebido para cinco mil pessoas, que vão ter a oportunidade de ouvir as músicas sintetizadas no esbelto corpo da “Augusta” e dos álbuns anteriores. Mais uma particularidade: “os artistas moçambicanos irão actuar num modelo de cocktail! Todos irão actuar ao vivo com uma banda local, num conceito que queremos surpreender o público, daí, que não vou revelar mais nada. Fica a surpresa” e o suspense de Belmiro Quive, quem acredita que o espectáculo vai trazer um novo paradigma para o público do segmento em causa. E, a promessa de sempre? “Os que conhecem a BDQ Concertos sabem que a pontualidade é a nossa marca. Será um evento cultural que vai pautar pela pontualidade (hora para começar e hora para terminar). Faremos uma melhor gestão do público. Som e luz de qualidade ao nível do evento. Se no dia 1 de Março, Damásio vai subir ao palco às 21h30,  no dia 2 de Março, na UEM, vai subir às 22h30. Isso, significa que não vai ser necessário amanhecer para ver  Damásio a actuar”.

E, porque a BDQ Concertos realça estar sempre preocupada com a boa organização, apela ao público que compre os ingressos à tempo, mesmo porque as entradas são limitadas. “Assim, evitamos transtornos de última hora. Agradecer aos meus patrocinadores e parceiros o apoio directo e indirecto que dão para o sucesso deste evento”.

  Uma homenagem à avó materna

O álbum discográfico de Matias Damásio, “Augusta”, uma homenagem à avó materna e às demais mulheres da sua vida, que vai ser apresentado em Maputo, é constituído por 12 músicas que totalizam 47 minutos. 

Entre os títulos, encontram-se temas como, “Chaves”, “Teu olhar”, “Juro por tudo”, “Só para te abraçar (com a angolana Pérola)”, “Alma gémea”, “Fecha a porta (com a portuguesa Áurea)”, “Teu Olhar ( com a brasileira Cláudia Leitte)”, “Nada mudou” e claro, “Voltei com ela”. À imagem do que caracteriza os álbuns anteriores de Matias Damásio, “Augusta” investe no romântico com sonoridades, ora feitas ao estilo galanteador, ora preenchidas por uma profunda melancolia. Portanto, o amor é o princípio e o fim de um autor que se engrandece na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Matias Damásio, o menino da terra das Acácias Rubras,  chegou a Luanda em 1993, proveniente de Benguela, à procura de melhores condições de vida, tendo optado pela carreira musical. Tem no mercado os discos: “Vitória” lançado em 2005, “Amor e festa na lixeira” (2008), “Por Angola” (2013), “Por Amor” (2017) e “Augusta” (2018).

Foi a partir de 2008 que o cantor viajou para a Europa pela primeira vez. Desde essa altura, jamais cortou o elo de ligação. Depois do reconhecimento em Angola, reuniu o consenso do público no resto dos países da lusofonia, onde entra Moçambique.

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