Cultura

“Do Outro Lado do Mundo” estreia em Luanda

O lançamento oficial do documentário “Do outro lado do mundo” é realizado na próxima terça-feira, às 18h30, no Centro Cultural Brasil-Angola (CCBA), seguido da exibição do filme inspirado na ideia original do cineasta Ever Miranda.

Realizador leva à reflexão de uma viagem feita por duas mulheres e os seus companheiros de culturas diferentes
Fotografia: Arquivo realizador

O documentário tem aproximadamente 52 minutos e destaca as relações humanas contemporâneas derivadas do intercâmbio entre Angola e a China.
O documentário da Geração 80 Produções narra especificamente as motivações pessoais de dois casais de diferentes realidades, nacionalidades e vivências na sua busca pela felicidade e por melhores condições de vida.
Com a chegada da paz, Angola reforçou a relação económica com a China. Essa relação originou movimentações humanas e afectivas. Toda a viagem tem um ponto de partida. A vida inventa outros pontos de chegada.
  De acordo com uma nota da empresa de audiovisual Geração 80 Produções, o documentário leva-nos a uma viagem pelo amor sentido por duas mulheres de culturas diferentes pelos seus respectivos companheiros.
O amor de Paulina, uma angolana do Bentiaba, que conhece Johnny, um cidadão chinês que veio para Angola construir uma estrada que fica por acabar, deixando Paulina com dois filhos e com a esperança de Johnny regressar um dia.
Enquanto Sofia, que chega a Angola com o seu marido Inácio, ex-bolseiro na China, deixam no seu país o filho de ambos. Inserida numa cultura diferente, com um nome “adaptado” para ser mais fácil de pronunciar, Sofia procura entender se essa mudança a afastou demasiado de si própria.
As duas mulheres partilham a coragem e a ousadia para mudar o seu destino e quebrar barreiras culturais em prol da felicidade. O primeiro passo foi dado. O seu futuro é desconhecido.
Produzido em 2016, o documentário “Do outro lado do mundo país” teve a realização de Rui Sérgio Afonso,  produção executiva de Tchiloia Lara, edição Kamy Lara e música de Ndaka yo Wini.
Numa iniciativa da empresa de audiovisual angolana Geração 80 Produções, o projecto cinematográfico foi o vencedor do concurso nacional de selecção do programa DOCTV CPLP II em Angola, edição de 2015, voltada à produção e teledifusão de documentários.
O programa pretende incentivar o intercâmbio cultural entre os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e oferecer às plateias internacionais conteúdos audiovisuais que apresentem uma visão contemporânea dos países de língua portuguesa no mundo. A difusão dos conteúdos audiovisuais produzidos é feita pelas televisões públicas da Rede CPLP Audiovisual. />
Projecto da CPLP
O Programa CPLP Audiovisual tem como objectivo fomentar a produção e a teledifusão de conteúdos audiovisuais nos estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), por meio da realização de concursos nacionais de selecção de projectos de documentários e telefilmes de ficção em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
 No domínio do documentário, designado DOCTV CPLP, cada Pólo Nacional deve produzir um documentário, de 52 minutos, e recebe oito para produzidos pelos demais Pólos Nacionais para difusão na sua respectiva televisão pública nacional.    O projecto prevê um investimento na ordem de 50 mil euros por documentário.
No domínio da ficção, denominado FICTV CPLP, é dividido em duas fases: produção e desenvolvimento, e consiste na produção e difusão de quatro projectos de telefilme de ficção, resultante dos cinco seleccionados para serem desenvolvidos.
Os projectos de telefilme, tanto para a linha de Produção, quanto para a linha de Desenvolvimento, devem ter origem em adaptações de obras literárias nacionais.
De acordo com o projecto, a meta da CPLP visa a produção de quatro telefilmes de ficção de 52 minutos, em Angola, Brasil, Moçambique e Portugal, bem como a sua difusão pelas televisões públicas da Rede CPLP Audiovisual.
Para a fase de desenvolvimento, são escolhidos cinco projectos de telefilme de ficção, em Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.Sobre os investimentos nesta área da ficção, a CPLP disponibiliza 150 mil euros para produção de telefilme, e 40 mil euros para desenvolvimento de projecto. A terceira linha de acção do projecto denomina-se “Nossa Língua”, que visa a implantação de faixa de programação semanal com 60 minutos de duração nas televisões públicas nacionais da CPLP voltada à exibição de documentários sobre cultura e sociedade nos países de língua portuguesa.
Em “Nossa Língua” são seleccionados quatro documentários (obras prontas, não originais) de cada país membro da CPLP com a duração média de 52 minutos.

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