Drama da emigração chega aos cinemas


29 de Dezembro, 2014

Fotografia: Divulgação

Os actores Lupita Nyong’o e David Oyelowo vão protagonizar a adaptação cinematográfica do livro “Americanah”, da autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, informou ontem a “Variety”.

Este ano, Lupita venceu o Óscar de melhor actriz secundária por “12 Anos Escravo”, enquanto David Oyelowo foi nomeado ao Globo de Ouro 2015 pelo seu papel como Martin Luther King Jr no filme “Selma”.
“Americanah” conta a história de dois namorados nigerianos, que se separam quando um emigra para os Estados Unidos e o outro para o Reino Unido. Brad Pitt está a produzir a longa-metragem por meio da sua empresa Plan B. Ainda não há um realizador nem argumentista confirmados para o filme.
O romance, que transporta o leitor para a cidade de Lagos dos anos 1990, conta o idílio do primeiro amor de Ifemelu e Obinze, numa Nigéria em tempos sombrios sob um governo militar.
No livro, em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio académico, ela depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra.
Ifemelu é 15 anos mais tarde uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, tem de encontrar o seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida do seu companheiro de adolescência.
Chimamanda Ngozi Adichie, considerada a principal autora nigeriana de sua geração e uma das mais destacadas da cena literária internacional, parte de uma história de amor para debater questões prementes e universais como a emigração, o preconceito racial e a desigualdade de género.
Bem-humorado, sagaz e implacável, “Americanah” é, para os críticos, além do romance mais arrebatador da autora Chimamanda Ngozi Adichie, um épico contemporâneo. “Em parte história de amor, em parte crítica social, é um dos melhores romances que se lê este ano”, elogiou o “Los Angeles Times”, enquanto o “The Oprah Magazine” considerou “magistral e uma história de amor sublime”. “Americanah”, vencedor do National Book Critics Circle Award, foi eleito um dos dez melhores livros do ano pela “NYT Book Review”, assim como está há mais de seis meses nas listas de best-sellers.
A escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie é actualmente reconhecida como uma das mais importantes jovens autoras anglófonas que está a ter sucesso em atrair uma nova geração de leitores para a literatura africana.
Chimamanda Ngozi Adichie nasceu em Abba, no estado de Anambra, mas cresceu na cidade universitária de Nsukka, no sudeste da Nigéria, onde se situa a Universidade da Nigéria. O seu pai era professor de Estatística na universidade e a sua mãe trabalhava como administradora no mesmo local.
Quando completou 19 anos deixou a Nigéria e mudou-se para os Estados Unidos. Depois de estudar na Universidade Drexel, na Filadélfia, Chimamanda foi para a Universidade de Connecticut. Fez estudos de escrita criativa na Universidade John Hopkins de Baltimore e mestrado de estudos africanos na Universidade Yale.
O seu primeiro romance, “Purple Hibiscus”, foi publicado em 2003. O segundo livro, “Half of a Yellow Sun”, intitulado assim em homenagem à bandeira de Biafra, mostra um pouco das consequências da guerra de Biafra. O título foi publicado pela editora Knopf/Anchor em 2006 e ganhou o Orange Prize para ficção em 2007.

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