Drama de militares no palco

Mário Cohen |
11 de Maio, 2016

Fotografia: Paulino Damião

O drama de um militar na frente de combate é o foco principal da peça “O Guerrilheiro Chorão”, do grupo Semente Viva, que é apresentada sexta, sábado e domingo, às 20h00, na Liga Africana, em Luanda.

A peça procura ainda mostrar o problema da ansiedade e os sonhos daqueles que lutam pela sua pátria, através de diversas histórias de guerrilheiros, que vêm do tempo colonial até aos dias de hoje, numa homenagem também aos combatentes que lutaram contra os colonialistas portugueses. O director do grupo disse ao Jornal de Angola que o espectáculo tem uma base musical assente nas canções de David Zé e Artur Nunes. “São cantores que usavam a música como instrumento de luta contra o colonialismo e de motivação e esperança”, destacou Pinto Fiel.
O objectivo, explica, “é mostrar ao público, em particular os mais jovens, a importância do esforço dos homens que lutaram pela paz em Angola e como uma forma de perpetuar o seu legado”.
O espectáculo é também um apelo para o respeito e promoção dos princípios ligados ao amor à Pátria e o respeito pelos mais velhos, em especial os que muito deram para a construção de um país melhor. “A angústia que um homem na frente de combate vive é algo único, repleto de sentimentos, alguns muito relacionados com as suas famílias.”
Durante o espectáculo, disse, é realizado o concerto de música “Repertório Show”, com temas cujo teor destacam a figura do combatente, como “O Guerrilheiro”, de David Zé, “A Minha Viola”, de Beto de Almeida, “Morrer em Angola”, canto popular militar, “Cartinha de Saudade”, de Jacinto Tchipa, “Belina”, de Artur Nunes, “Desespero”, de Zé do Pau, e “Os Anjos”, de Choro de Oliveira.
A peça de teatro foi estreada em Janeiro e sofreu, meses depois, algumas modificações no seu elenco, de forma a dar também espaço para a música. A organização da actividade convidou também alguns músicos de renome para interpretarem os temas durante o espectáculo.
A direcção artística da peça está a cargo do encenador José Silveira Teixeira “Chetas”, a banda sonora é da responsabilidade de Bruno Neto, enquanto a produção é do grupo Semente Viva.

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