Cultura

Drama familiar levado ao teatro

Manuel Albano

A companhia de teatro Horizonte Njinga Mbande apresenta hoje, às 20h30, no auditório da escola homónima, em Luanda o espectáculo “A sogra”, para comemorar o Dia Internacional da Família, assinalado, na segunda-feira.

Grupo mostra com a exibição do espectáculo ser importante continuarmos a resgatar o espírito de companheirismo nas famílias angolanas
Fotografia: Edições Novembro

O espectáculo de teatro volta a ser exibido amanhã e domingo, no mesmo local e com a mesma obra, em duas sessões, às 19h45 e às 21h30. A peça retrata a história de Paula casada com Mauro, que tem de aturar a sogra que o acha um incompetente. 
Durante aproximadamente uma hora, os espectadores vão assistir as peripécias da relação conturbada entre o genro e a sogra, que pretendem  desfazer-se um do outro. José Galiano, um dos membros do grupo, disse, ontem ao Jornal de Angola, que a peça procura abordar um relacionamento à base do interesse por coisas materiais,  onde a sogra nunca aceitou a opção da filha, por se ter casado com um jovem humilde e de poucas possibilidades financeiras.
Explica que o grupo pretende com a peça, reflectir sobre o problema do materialismo que vai conquistando o seu espaço, particularmente nas sociedades conversadoras, remetendo os bons hábitos e costumes a segundo plano.
As escolhas, referiu, são para ser respeitadas, razão pela qual o Horizonte Njinga Mbande quer mostrar ser importante continuarmos a resgatar o espírito de companheirismo, cordialidade  e, essencialmente, primar sempre pela solidariedade entre os homens. “Procuramos adaptar a peça um pouco sobre a realidade angolana, por forma a ajudar os espectadores a compreenderem o papel social e cultural da família numa determinada comunidade.”
O grupo, explicou, já tem um vasto repertório composto por dramas e comédias, no qual destacam-se peças que procuram analisar não apenas o quotidiano, mas uma função pedagógica, no sentido de contribuir para a mudança de comportamento entre os angolanos, particularmente entre os luandenses.
As peças “Casado sem casa”, “Insoje o sonho”, “O casal”, “O alfaiate”, “A sogra”, “Gipalo,  a doença da traição”, “O padrasto” e “O tribunal dos sonhos”, destacou, são um pouco o reflexo daquilo que tem sido o papel interventivo do grupo na sensibilização dos cidadãos.

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