Cultura

Dya Kasembe eleita presidente da comissão eleitoral da UEA

Francisco Pedro

Dya Kasembe foi eleita presidente da comissão eleitoral e David Mendes, vice-presidente para o escurtínio dos corpos sociais da União dos Escritores Angolanos (UEA).

Escritora Dya Kasembe
Fotografia: DR

As candidaturas, já abertas desde sábado, encerram dia 16, de acordo com a decisão dos membros reunidos em assembleia-geral, no fim-de-semana, no auditório da UEA. Até ontem havia três candidatos ao cargo de secretário-geral, Cristóvão Neto, David Capelenguela e Iola Castro.
Nos últimos dias, porém, os três demonstraram a pretensão de concorrerem numa lista única. Para Iola Castro é aceitável desde que “os três candidatos sejam transparentes e leais nas negociações”.
Caso se efective a lista única, “só aceito como secretária-geral, pois, estou bem preparada e pronta para concorrer.
O meu slogan é “Não vim para concorrer e sim para ser, seja quais forem as circunstâncias, acredito na vitória”, disse Iola Castro. Na assembleia, foi também discutido e aprovado relatório de gestão e contas, da direcção cessante. Iola Castro, a primeira mulher com intenção de ocupar a cadeira deixada por Carmo Neto, disse nunca ter sonhando concorrer ao cargo de secretária-geral da UEA.
Tudo começou em Setembro de 2018, sentiu que era necessário fazer mais pela casa que também é dela e começou a dar os primeiros passos. Desde então, antes de pensar em candidatar-se, viu uma UEA com pessoas “ muito competentes”. Por isso, viu que podia ficar cómoda, no seu canto, “porque a União sempre teve pessoas capazes”. A ideia é obter conhecimento sobre a UEA, descobrindo coisas para inovar. A ideia de sua candidatura devia ser oficializada ontem, mas não o fez.
“Resolvi esperar mais uns dias para ouvir mais de alguns confrades, visto que tenho até o dia 16 para fazê-lo”. Se for eleita ela tem para oferecer aos associados “mais alegria, confiança”. “Para melhor nos entendermos e até mesmo suportarmo-nos e sermos capazes de ouvir os sonhos ainda que não sejamos capazes de torná-los realidade”, afirmou.
Para os leitores, a ideia é oferecer livros bons, porque a casa “tem de continuar a levá-los a falar dos escritores e das suas obras”. Iola Castro publicou “A borboleta colorida e a linda Joaninha” ( 2005), “Vuvu kyetu” (2006), “O menino pescador”, “O lápis de cor rosa”, “Os três irmãos e as duas mangueiras” (2007), “Dois reis no céu para terra” (2008), “O menino dos olhos cintilantes” (2009), “O golozo” (2010), “A boneca de trapos” (2011), “A grande chegada” (2012), “Tchissola e Hossi” (2013) e “Sonhos bordados”(2013).
A UEA conta com 128 membros. A quota é de seis mil kwanzas anuais. Proclamada a 10 de Dezembro de 1975, em sessão que contou com a presença do Presidente Agostinho Neto, que proferiu um discurso que reflecte a dimensão cultural de Angola.
Entre os membros fundadores contam-se Luandino Vieira, Arnaldo Santos, António Jacinto, António Cardoso, Jofre Rocha, Fernando Costa Andrade “Ndunduma”, Aires de Almeida Santos, Unhenga Xitu, Manuel Rui e Pepetela, entre outros. O primeiro presidente da assembleia-geral foi Agostinho Neto, e o primeiro secretário-geral, Luandino Vieira.

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