Cultura

Eduardo Vueza vence prémio de arte ecológica

Eduardo Vueza, com a peça “Do Lixo ao Luxo”, venceu a primeira edição do concurso “Don’t Waste, Create”, promovido pela empresa Angoalissar, que anualmente galardoa a melhor peça de arte ecológica produzida por criadores angolanos.

Obra “Do Lixo ao Luxo” vencedora do concurso de arte ecológica
Fotografia: DR

O júri atribuiu o prémio a esta obra pelo cumprimento dos objectivos do concurso em que o artista transformaria o que seria lixo numa obra de arte. Eduardo Vueza expressa na sua obra a paixão pela cidade de Luanda, retratando um dos cartões postais da cidade, que é a Marginal, utilizando materiais como restos de paletes de madeira, restos de telemóveis e estilhaços de vidros de carros.

O artista concorreu com uma peça do género instalação, em que recorreu a materiais totalmente reciclados, sobretudo os materiais electrónicos. “Eu usei placas de computadores, circuitos, restos de telemóveis, pedaços de vidros de automóveis, fragmentos de teclados de computadores e muito mais. 

Chamei à obra de ‘Do Lixo ao Luxo’, porque o material usado supostamente estaria no lixo e nós sabemos que os componentes electrónicos são poluentes quando são mal descartados. Eu tentei unir isso, pegando neste material que já não teria utilidade e fiz arte com ele”, refere Eduardo Vueza.

O júri foi composto por membros da comissão organizadora da Angoalissar com a participação do conceituado artista plástico António Gonga. A selecção do vencedor passou por três fases, sendo a primeira a recepção de mais de 50 candidaturas, a segunda o apuramento dos 10 finalistas e a terceira a selecção do artista vencedor, que recebe como prémio um milhão de kwanzas.

O concurso culminou com uma exposição colectiva online das dez obras finalistas que pode ser vista no link https://www.artsteps.com/view/5ed8bf68c3e3773b591b4c14.

Perfil do artista

Eduardo da Cruz João Vueza, nascido em Luanda a 26 de Janeiro de 1979, é membro da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP), com vários murais espalhados pelo país. Já participou em várias exposições colectivas e tem obras em colecções particulares em instituições e empresas no país e no estrangeiro. Participou na 9ª e 10ª edições do Coopearte, na extinta Galeria Celamar.

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