Cultura

Embaixadores pretendem maior promoção das artes

O processo de internacionalização da cultura angolana foi abordado numa audiência que a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, concedeu na quarta-feira, em Luanda, aos embaixadores de Angola acreditados no Rwanda, Con-go Brazzaville e Japão, Eduardo Octávio, Vicente Muanda e Rui Silva.

Carolina Cerqueira falou da internacionalização da Cultura com o embaixador Vicente Muanda
Fotografia: Edições Novembro

Durante a audiência com o embaixador Eduardo Octávio, a ministra da Cultura disse que Angola tem mantido uma troca de experiências no domínio da cultura com o Rwanda e que o tratamento dado por aquele país ao fenómeno religioso, por meio de um paradigma para suster a propagação de seitas religiosas, poderá servir de modelo.
Carolina Cerqueira realçou que o projecto lei sobre a liberdade de culto, crença e religião vai ao Parlamento na próxima legislatura para  discussão e aprovação  e  é necessário conhecer a experiência de outros países.
A governante deu igualmente realce à necessidade da troca de experiências no domínio da educação musical, da dança e da educação para a cultura da paz.
O embaixador Eduardo Octávio disse congratular-se com as perspectivas de cooperação cultural entre os dois países num quadro de troca de experiências e de informação em vários domínios da cultura.
Por outro lado, no encontro com o embaixador Vicente Muanda, Carolina Cerqueira afirmou que o Congo Brazzaville é um país muito importante do ponto de vista histórico, político e cultural e que requer um tratamento preferencial tendo em conta a motivação  histórica e política que une ambos os países com um  passado comum na luta de libertação, a partilha de laços linguísticos, culturais comuns e o engajamento na preservação da paz e estabilidade na região.
 “Há laços fortes de irmandade que têm que se manter vivos e as relações mútuas fortalecem a nação, criam confiança entre os povos e projec-
tam outras áreas importantes do desenvolvimento e da paz necessária à região da África Central, onde as fronteiras existentes entre Angola e os Congos são estratégicas”, salientou a ministra da Cultura.
A governante informou que com o Congo Brazzaville Angola tem como grande prioridade no domínio da cultura, a partilha do património  comum de Mbanza Congo que é um bem da Humanidade e compromisso dos países do antigo Reino do Congo.
Para o embaixador no Con-go Brazzaville, Vicente Mu-anda, o encontro visou preparar o trabalho que será desenvolvido naquele país no domínio da cooperação e reforço cultural.
Por sua vez, Rui Silva, embaixador de Angola no Japão, afirmou que a ligação de An-gola com o Japão no domínio da cultura é quase inexistente, mas que se deve trabalhar para incrementar as relações culturais em vários domínios.
No seu entender, a cultura é o cerne de uma Nação e pode-se estabelecer um quadro vasto de cooperação cultural com o Japão, absorvendo a sua cultura e transmitindo a riqueza cultural de Angola.         
A ministra afirmou que embora não haja nenhum protocolo efectivo entre Angola e o Japão a aproximação tem sido a base entre os dois países no domínio cultural.
Para Carolina Cerqueira, o reforço da diplomacia cultural e do estreitamento das relações com vários países pode impulsionar a promoção do investimento e da cooperação em vários domínios.
Carolina Cerqueira pediu ao embaixador para fazer a recolha de informações que permitam a Angola trabalhar com o Japão no domínio da formação cultural e augurou que o caminho seja  aberto para estabelecer um programa integrado de troca de experiências com aquele país asiático com uma  cultura milenar excepcional.
A ministra pediu igualmente que se identifiquem  áreas comuns em que Angola pode pedir apoio ao Japão para desenvolver uma cooperação ligada, fundamentalmente à música, para impulsionar a criação da futura orquestra sinfónica nacional  bem como o apoio para a tradução de livros dos escritores angolanos em várias línguas, por ser uma forma de conhecimento de expansão e divulgação da realidade angolana.

Tempo

Multimédia