Enigma e Oásis exibem peça na Liga

Roque Silva
4 de Abril, 2015

Fotografia: Eduardo Pedro

O colectivo de artes da Força Aérea Nacional (FAN), Oásis, apresenta hoje às 18h00, na Liga Africana, em Luanda, o espectáculo “O Cafezal”, que narra vários assuntos que ainda são considerados tabus em diversas localidades do Uíge.

A exibição do drama, que se enquadra na quinta edição do Festival de Teatro da Paz, aborda temas como o amor nas comunidades rurais e a homossexualidade.
Da autoria de Jon Barata e encenação de António Flor, a peça tem a duração de 50 minutos. Conta a história de um novo soba, Mbuta Mutu, e o desentendimento com os moradores da aldeia causado pela luta de dois irmãos pela mesma mulher.
Fundado em 1988, o Oásis tem realizado, periodicamente, digressões nacionais e por países africanos e europeus.
O colectivo já participou no  Festival de Artes e Culturas, na África do Sul, no Festival de Teatro da SADC, em Maputo, na Escola de Verão de Artes da Fé Bahai, em Harare, e na Bienal dos Jovens Criadores da CPLP, em Portugal. 
No seu repertório tem muitas peças de teatro, entre as quais se destacam “Galinha-do-mato” e “Njinga Mbande”. O grupo foi o homenageado na terceira edição do Festival Internacional de Teatro e Artes do Elinga, em 2013, ano que venceu o Prémio Nacional de Cultura e Artes.
O Enigma Teatro, vencedor do Prémio Nacional de Cultura e Artes de 2014, exibe hoje, às 19h00, no palco da Liga Africana, o espectáculo “A Grande Questão”, uma narração de vários problemas da capital causado pelos próprios habitantes.
O espectáculo, montado por Tony Frampénio, que se desenrola dentro de um tribunal encenado com muita descontracção e humor, aborda o romance entre as personagem “Povo” e “Cidade capital”, uma relação normal como a de qualquer casal, para destacar a ligação e a responsabilidade que os residentes de uma cidade têm para com ela. Povo vai a julgamento pelo facto de não ter sabido cuidar da sua esposa, Cidade Capital, durante anos.
A peça chama à atenção aos habitantes de Luanda para a mudança de comportamentos, com vista à preservação dos bens públicos. O encenador disse que o grupo pretende com o espectáculo contribuir para a reeducação da sociedade com peças que ajudam a população a reflectir várias atitudes que contribuem para a degradação dos valores morais e cívicos.
O Enigma Teatro representou o país, juntamente com o Pitabel, no Festival Internacional de Teatro de Língua Portuguesa, que decorreu o ano passado no Rio de Janeiro. Foi fundado em 1998, na fusão de dos grupos de teatro “Os Makotes” e “Comba Meneck” (1987). Foi distinguido em alguns festivais em que participou.
O programa do festival reserva para amanhã, às 18h00, a exibição do grupo de teatro Ngola, da província de Benguela, com o espectáculo “Lágrimas da Escravatura”, e às 19h00, o colectivo de artes Diassonama apresenta a peça “O Marido da Tia”.
O festival, que visa saúdar os 13 anos de Paz em Angola, que se assinalam hoje, prossegue o seu programa até o dia 12 deste mês.

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