Cultura

Enigma Teatro recebe distinção

Roque Silva

A companhia Enigma Teatro, vencedor do Prémio Na-cional de Cultura e Artes 2014, na categoria de teatro, foi distinguido, em Luanda, com o prémio carreira, pela organização do festival de artes FestVela.

Fotografia: DR

A distinção foi feita na noite de sábado, na paróquia de Santo António, no Hoji Ya Henda, no Cazenga, palco principal da sexta edição do Fest-Vela, que reúne  desde o dia 15 deste mês e durante dez dias, 25 colectivos de arte de seis províncias, tendo Enigma Teatro sido distinguido com um di-ploma de mérito.
O director do festival justificou a distinção pelos 31 anos de trabalhos e conquistas e uma década da peça “A Gran-de Questão”.
Segundo Deazevedo Bo-checha a distinção é o reconhecimento ao grupo angolano que faz teatro épico na sua verdadeira essência. O Enigma é um grupo de elevada qualidade, sendo exemplos claros os espectáculos “Sujeito e Azarada”, “A Raiva” e “O cheiro do feijão queimado” como verdadeiros clássicos de teatro e recheado de boas intervenções sociais.
O director artístico do Enig-ma, Tony Frampénio, disse que a distinção é resultado de um trabalho árduo que o grupo se propôs realizar em prol do teatro e da cultura angolana. A companhia exibiu, depois a peça “A grande questão”, sob o olhar atento e aplausos constantes da plateia.
“A Grande Questão”, do encenador Tony Frampênio, aborda, de forma humorística, a história da cidade de Luanda, revelando um conjunto de questões inerentes à vida sociopolítica, cultural e económica do país, sem esquecer os aspectos que têm a ver com a cidadania, como o resgate dos valores cívicos.
Fundado em 1998, a partir da fusão dos grupos Os Makotes (1987) e Komba Meneck (1997), o grupo foi vencedor, em 2010, do Prémio Cidade de Luanda e, em 2014, do Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de teatro, atribuído anualmente pelo Ministério da Cultura e, em 2015, arrebatou o troféu máximo do Prémio Angola 40 anos de Independência.

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