Cultura

Ensino da literatura é analisado em livro

Mário Cohen

A problemática do ensino da literatura angolana e a questão da teorização literária são alguns dos principais enfoques do novo livro de Luís Kandjimbo, “Alumbu - O Cânone Endógeno no Campo Literário Angolano”, apresentado ao público, quarta-feira, na União dos Escritores Angolanos, em Luanda.

Luís Kandjimbo (ao centro) faz análise sobre o campo literário nacional mas na visão endógena
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

O livro, que traz reflexões profundas sobre a dimensão cultural da educação literária no ensino secundário em todo o país, foi apresentado por Víctor Kajibanga, para quem o autor é um analista profundo da literatura teórica, cuja maioria dos livros é o resultado de uma longa investigação.
Com o livro, continuou Víctor Kajibanga, o autor dá um contributo no resgate do paradigma endógeno da literatura angolana, mas numa dimensão antológica e do imaginário das literaturas africanas, em particular a de Angola. “O carácter transversal de Luís Kandjimbo está patente no livro, que faz dele um ensaísta com identidade dialógica própria muito focada na angolanidade e na africanidade”, adiantou o apresentador.
As enúmeras publicações de Luís Kandjindo, destacou, “demonstram a singularidade e extensão de um escritor cujas obras são de leitura obrigatória, por espelhar a cultura dos povos africanos, em particular, a de Angola”.
O autor, que agradeceu o incentivo de todos, considerou o livro, o último de uma série de títulos, propostos durante o I Simpósio Sobre a Defesa Nacional, uma iniciativa do Ministério da Defesa.
O livro, com uma tiragem inicial de dois mil exemplares, tem 194 páginas e foi editado pela Mayamba Editora. Dos dez capítulos do livro, chamam atenção os “Endógeno e o Universal na literatura angolana”, “Tópicos para um curso ideal de literatura angolana”, “Angolanidade e criolidade: o substantivo a falácia”, “Kalitagi: um herói épico da literatura oral umbundu” e “A Nação - Sujeito colectivo, representações do território e identidade cultural”.

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