Escolas de arte para formar jovens

Teresa Luís| Addis Abeba
2 de Novembro, 2014

Fotografia: Jaimagens

A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, anunciou ontem a inauguração nos próximos dias do Complexo de Escolas Nacionais de Arte.

A instituição de nível médio vai formar jovens criadores nos domínios da música, teatro, dança, artes plásticas e cinema.
A informação foi avançada durante a intervenção da ministra na sessão plenária da reunião de ministros da Juventude, Desporto e Cultura, que a sede da União Africana acolheu desde terça-feira.
A titular da Cultura aproveitou o momento para informar os representantes dos Estados membros sobre o que tem sido feito no país, com vista ao desenvolvimento da cultura.
Durante o discurso, a ministra informou ainda estar em curso a construção de um novo edifício para o Arquivo Nacional, com espaços adequados para albergar o acervo documental existente e o que surge no futuro.
“A execução da rede de bibliotecas de âmbito provincial, municipal e comunal e a criação da rede de mediatecas em oito das 18 províncias também estão inseridas no domínio das infra-estruturas culturais. A introdução do sistema nacional de museus, através da requalificação das infra-estruturas e a modernização das exposições permanentes constam também da nossa agenda ”, realçou.
Com vista à valorização do património cultural, Rosa Cruz e Silva afirmou que prosseguem os trabalhos para apresentação da candidatura da cidade de Mbanza Congo como património mundial, que conta com o apoio dos países membros no decorrer do processo de votação, após apresentação do dossier em Janeiro de 2015.
No domínio das línguas nacionais, os linguistas e especialistas estão a tratar da problemática, visando a harmonização e padronização da escrita e respectiva inserção no sistema de ensino.
“Para incentivar a arte e a cultura foi instituído o Prémio Nacional de Cultura e Artes, que premeia os criadores nos domínios da literatura, dança, música, teatro, artes plásticas e investigação em ciências humanas”, sublinhou. 
Em relação aos compromissos a nível do continente, Angola contribui, a partir do próximo ano, com uma verba no valor de 50 mil dólares, durante três anos, fruto do acordo assinado entre os Ministérios da Cultura de Angola e da África do Sul.
Quanto à Carta de Renascimento Africano, Angola prepara a ratificação do documento, após o reconhecimento pelos órgãos de soberania.

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