Cultura

Escritor Mena Abrantes critica falta de pesquisa

O escritor José Mena Abrantes lamentou, quinta-feira, em Luanda, a fraca investigação sobre o Reino do Kongo pelos historiadores nacionais.

Dramaturgo lamenta a fraca investigação sobre o Reino do Kongo
Fotografia: Agostinho Narciso | Edições Novembro

O também dramaturgo falava, no Teatro Elinga, durante o lançamento dos livros “Kimpa Vita - A Profetisa Ardente” e “Filho Bem-Amado do Kongo: Nsaku ne Vunda, aliás Dom António Manuel, aliás Marquês de Funesta, aliás ‘O Negrita’”, do género teatro, que retratam situações vividas no então Reino do Kongo.
O escritor disse que os angolanos não levam a sério o trabalho de investigação sobre o Reino do Kongo e a ele foi preciso ler a obra de um escritor estrangeiro, Wilffried N’Sondé para se interessar pelo romance e traduzi-lo, dando origem à peça de teatro “O Negrita”.
Acrescentou que há necessidade de os historiadores angolanos aprofundarem a organização deste reino no século XVII, pois o momento é este para se dar a conhecer às novas gerações a real situação de uma das civilizações mais organizadas do continente africano.
Mena Abrantes lamentou, por outro lado, a fraca apetência pela leitura de muitos angolanos, salientando que, ainda assim, continuará a escrever colocando as suas ideias em livros. Editadas pela Mayamba Editora, os livros com uma tiragem de dois mil e mil exemplares, respectivamente, estão a ser vendidos a dois mil kwanzas.
Durante o acto, foi também posta à disposição do público a obra original do escritor congolês Wilffried N’Sondé “Um Oceano, Dois Mares e Três Continentes”.
Depois do lançamento das obras, o grupo Elinga Teatro brindou os presentes com a exibição da peça “Kimpa Vita - A Profetisa Ardente”.

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