Cultura

“Escritor do Mês” cria diálogo com os leitores

Com o objectivo de promover as letras e a língua portuguesa, a Biblioteca Camões, do Centro Cultural Português, acolhe a partir do dia 7 o projecto “Escritor do Mês”, com o poeta, jornalista e publicitário João Melo.

João Melo vai dialogar com utentes da Biblioteca Camões
Fotografia: Paulino Damião| Edições Novembro

O “Escritor do Mês” começa às 10h00 e tem duas sessões, em dias diferentes, sendo a segunda marcada para  dia 26, e inclui leitura colectiva de extractos de  obras e de biografias, diálogo entre o escritor convidado e os utentes da Biblioteca, na sua maioria, estudantes universitários e pré-universitários.
O livro de poesia “Amor”, de João Melo, aflorado em várias perspectivas, vai ser um dos temas em debate nesta primeira edição aberta ao público. O livro “Amor”, lançado em 2016, denuncia uma das vertentes poéticas do autor, pois encontra neste tema uma das suas fontes de inspiração.
De acordo com um manifesto do escritor, "busco a poesia no âmago da vida/ ou nas esquinas/ ou nas curvas e/ contracurvas/. Em todo o lado há luz/ ou sombras. E tudo/ é poesia. / Não tenho escolas, /nem gurus./ A linha da poesia é a linha/da vida”.
Como escritor, João Melo possui uma vasta obra, em géneros literários: conto, poesia, ensaio e crónica, publicadas no país e em Portugal, Brasil, Itália e Cuba, algumas traduzidas para inglês, francês, alemão, húngaro, árabe e mandarim.
Premiado em 2009 com o galardão de Prémio Nacional de Cultura e Artes, pelo conjunto da sua obra.
João Melo é autor de “Imitação de Sartre e Simone de Beauvoir” (1998), “Filhos da Pátria” (2001), “The Serial Killer e outros contos risíveis ou talvez não” (2004), “O Dia que o Pato Donald comeu pela primeira vez a Margarida” (2006), “o Homem que não tira o palito da boca” (2009), “Os Marginais e outros contos” (2013).
No género poesia publicou “Definição” (1985), “Fabulema” (1986), “Poemas Angolanos” (1989), “Tanto Amo” (1989), “Canção do Nosso Tempo” (1991), “O Caçador de Nuvens” (1993), “A Luz Mínima”  (2004), “Todas as Palavras” (2006), “Auto-Retrato” (2007) e “Cântico da terra e dos homens” (2010).

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