Cultura

Escritor quer mais empenho da Juventude

O escritor Lopito Feijóo pediu na terça-feira, em Luanda, à Brigada Jovem Literatura de Angola (BJLA) mais empenho e abnegação na sua missão, de forma a incentivar e estimular o surgimento de novos escritores nacionais e ajudar o crescimento da classe.

Em declarações à Angop, a propósito do Dia Internacional da Poesia, que se assinalou na terça-feira, o escritor considerou a BJLA uma instituição de extrema importância para o desenvolvimento da classe literária do país, por isso devem se esforçar em encorajar e apoiar os novos talentos.
Em sua opinião, a brigada deve priorizar as actividades de formação dos seus membros, assim como apoiar a divulgação e promoção das actividades da BJLA. “Com a efectivação de actividades de divulgação, promoção e formação, pode ajudar em grande parte a estimular o aparecimento de mais escritores no mercado literário nacional”, reforçou.
Lembrou que, no passado, a BJLA era mais actuante e dinâmica nas suas realizações, facto que contribuiu para o aparecimento de muitos e bons escritores, fruto das políticas que estiveram na base da criação da brigada no princípio da década de 1980.
O escritor reconheceu haver pouca qualidade a nível da produção poética no país e, por isso, sugeriu o resgate urgente dos valores de carácter ético e estético da literatura. Esse processo, complementou, passa pela formação artística da juventude. “Preocupa-me a pouca qualidade que actualmente vive o género poesia, em particular, e a literatura, no geral, quer de ponto vista do uso da língua, no caso o português, e de outros aspectos pertinentes levados em conta aquando da produção literária”, lamentou.
Para Lopito Feijóo, o Dia Internacional da Poesia deve ser visto como um momento de reflexão sobre os caminhos a trilhar por essa modalidade literária, no sentido de contribuir para o crescimento da classe e desenvolvimento da cultura.

Falta de espaços />   
O secretário provincial da Brigada Jovem de Literatura de Angola (BJLA), em Malanje, Francisco Ngola, disse na terça-feira, que a falta de recintos apropriados para a declamação de poesias tem condicionado o desenvolvimento da classe, na região.
Falando à Angop, a propósito do Dia Mundial da Poesia, que assinalou no mesmo dia, o responsável frisou que a inexistência de salas de espectáculos apropriadas para esse segmento cultural tem prejudicado a promoção e massificação da arte da declamação poética. Para ultrapassar tal situação, o responsável referiu que os poetas recorrem a recintos improvisados para sessões de apresentação, facto que limita a qualidade criativa dos artistas e prejudica o seu trabalho. “Essa situação tem vindo a desmoralizar muitos artistas”, lamentou.
Francisco Ngola exortou as autoridades locais, empresários e outros membros da sociedade de Malanje a criarem salas de espectáculos apropriadas e editoras locais, para os poetas poderem publicar os seus trabalhos, tendo encorajado os poetas a estarem firmes e engajados a mostrar as suas criações artísticas ao público, no sentido de desenvolverem a classe.
Em Malanje, o Dia Mundial da Poesia foi marcado com a apresentação do livro “Minhas Outras Vidas”, do escritor Kardo Bestilo, cuja sessão de venda e assinatura de autógrafos realizou-se na biblioteca local.
O 21 de Março foi instituído Dia Mundial da Poesia durante a 30.ª Conferência Geral da UNESCO, realizada a 16 de Novembro de 1999. A data visa celebrar a diversidade do diálogo, a livre criação de ideias através das palavras, da criatividade e da inovação, bem como reflectir sobre o poder da linguagem e desenvolvimento das habilidades criativas de cada pessoa.

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