Cultura

Escritores consideram livro um produto imprescindível

O escritor Lopito Feijó considerou ontem, em Luanda, o livro como uma ferramenta de extrema importância para o desenvolvimento de qualquer sociedade, pelo facto de contribuir para o crescimento do intelecto e por representar um elemento indissociável na formação integral do homem.

John Bella critica pais que só dão brinquedos
Fotografia: Kindala Manuel|Edições Novembro

Destacou que o livro deve ser visto como um produto imprescindível no processo de formação dos cidadãos, e indispensável para o crescimento cultural e económico das sociedades. Reconheceu o fraco interesse dos empresários, neste sector, tendo apelado mais apoios, por que “certamente traria muitas vantagens para a sociedade”  .
O escritor aconselhou, por outro lado, às pessoas que pretendem escrever para que tenham vastos conhecimentos sobre literatura universal, de modo que as suas criações resultem em obras desejáveis para os leitores.
John Bella criticou os pais que se limitam a comprar aparelhos electrónicos para os filhos, e apelou para que incentivem mais as crianças de modo que adquiram hábitos de leitura e tenham feição pelo universo literário. Referiu a necessidade de leitura de obras literárias nas escolas do ensino primário, e corroborou sobre o fraco investimento no sector da produção gráfica, esquecida pelos empresários. Em relação ao surgimento de novos escritores, referiu ser necessário que os candidatos mostrem confiança, vontade e muito trabalho para mais tarde colherem os frutos.
Domingos Cupa, membro do Colectivo Artes e da Associação Chá de Caxinde, em Benguela, destacou a necessidade da redução dos preços no processo de produção e publicação de obras literárias, para que se registe um investimento contínuo. Afirmou que os preços praticados no país dificultam o trabalho dos criadores, razão pela qual recorrem a patrocínios para cobrir as despesas pós-editoriais.

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