Escritores da lusofonia apostam na dramaturgia

Mário Cohen |
13 de Agosto, 2015

Fotografia: Miqueias Machangongo

“Quotidiamo” é o título do livro de dramaturgia da autoria do angolano José Mena Abrantes, o português Rui Zink, o cabo-verdiano Abraão Vicente e o brasileiro Ivam Cabral, que é apresentado na próxima quarta-feira, às 18h30, no Instituto Camões, em Luanda.

O livro é publicado no âmbito de uma parceria entre o Instituto Camões e a Mayamba  Editora, criada no intuito de desenvolver as artes cénicas nacionais, através da realidade dos países dos autores.
O foco do livro é o diálogo entre um casal, cuja relação está a deteriorar devido à pressão da crise económica e também ao desgaste que a rotina do quotidiano provoca numa vida a dois.
Os autores exploram as várias nuances entre as palavras quotidiano e amor, numa história contada em continuidade por cada um dos quatro autores. No livro cada autor construiu a sua parte da história a partir do ponto em que os outros a deixaram, apesar de escrita em estilos diferentes.
Jornalista, dramaturgo, poeta, escritor e encenador, José Mena Abrantes dirige o grupo “Elinga Teatro”, do qual foi fundador há mais de 25 anos. Actualmente tem publicado livros de poesia, prosa e de teatro.
Rui Zink é considerado uma das grandes referência da literatura actual portuguesa. Doutorado em Literaturas e professor na Universidade Nova de Lisboa tem, entre os vários trabalhos publicados, os romances “Hotel Lusitano” e “Dádiva Divina”.
Artista plástico, cronista e escritor, Abraão Vicente é o autor do livro de crónicas “Trampolim”, colabora em diversos jornais em Cabo Verde e Portugal.
Actor e dramaturgo, Ivam Cabral foi o co-fundador do grupo de teatro “Os Sátyros”. Desde que começou a se notabilizar nas artes cénicas recebeu vários prémios do teatro brasileiro. É director da Escola de Teatro de São Paulo.

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