Escritores elegem membros da Direcção


28 de Agosto, 2016

Fotografia: Paulino Damião |

As  primeiras eleições para os dos órgãos sociais da Academia Angolana de Letras (AAL) realiza-se no dia 3 de Setembro, às 8h00, na União dos Escritores Angolanos (UEA), em Luanda, com apenas uma lista de candidatura.

A  Comissão Eleitoral, disse que a lista única é constituída pelos escritores Artur Pestana “Pepetela”, presidente da Mesa da Assembleia Geral, Boaventura Cardoso, presidente do Conselho de Administração, e Henrique Lopes Guerra, presidente do Conselho Fiscal.
A Comissão Eleitoral é integrada por Victor Kajibanga, presidente, Virgílio Coelho, vice-presidente, e Irene Guerra Marques, vogal.
 Um comunicado da Comissão Eleitoral refere que a candidatura única foi entregue dentro dos prazos legais e obedece aos requisitos previstos no regulamento do pleito eleitoral, nomeadamente a exigência de subscrição de um mínimo de cinco por cento dos membros fundadores.
A campanha eleitoral teve início ontem e termina a 1 de Setembro, estando reservado o dia seguinte à reflexão. A mesma tem o seu estatuto editado no Diário da República n.º57 III Série de 28 de Março de 2016, como uma associação privada sem fins lucrativos, de carácter cultural e científico.
A Academia tem como patrono o primeiro Presidente da República de Angola, Agostinho Neto, e admite como membros os fundadores, efectivos e beneméritos, para além de colaboradores com a categoria de correspondentes, estes últimos podendo ter nacionalidade diferente que as dos restantes membros.
De acordo com o estatuto, os membros efectivos da Academia Angolana de Letras devem cumprir dois de três requisitos: ter obra como objecto de estudo em universidades angolanas e estrangeiras; ter ganho prémios literários ou de investigação em Angola ou no estrangeiro e ter obras que tenham sido objecto de ensaios por especialistas em literaturas africanas de língua portuguesa.  A constituição da Academia Angolana de Letras vem corresponder aos anseios de uma sociedade angolana cada vez mais engajada com a sua identidade, história, cultura e pensamento, bem como reforçar o pensamento angolano no espaço nacional - quer pelo ensino, quer pela investigação e espaço internacional, quer pela promoção, quer pela divulgação.
A Academia vai responder também ao estado e utilidade da literatura angolana, alavancando de forma positiva o pensamento angolano hodierno e uma política de investigação científica em torno das artes, das letras e demais domínios das ciências sociais e humanas.
A Academia Angolana de Letras (AAL) tem a sua sede provisória na União dos Escritores Angolanos (UEA).

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