Cultura

Esculturas e pinturas de Etona em digressão

Francisco Pedro |

Dezenas de esculturas e pinturas do artista plástico António Tomas Ana “Etona” são expostas em diversas galerias em França, Estados Unidos e República Dominicana, numa digressão individual que teve início dia 13, na Galeria Espacial Leonardo da Vinci, em Paris.

Obras do artista plástico Etona patentes em Paris
Fotografia: Paulino Damião | Edições Novembro

Segundo Etona, as obras seguiram via marítima para a Europa, há mais de três meses, iniciativa do antigo governador de Luanda, Francisco Higino Lopes Carneiro e do empresário francês Iskandar Safa.
A digressão que realiza pela Europa e América, na sua óptica constitui a continuidade do diálogo com outras culturas que, considera, estão em harmonia umas com as outras.
França é uma das montras mais importantes das artes a nível internacional e a inserção da exposição dos artistas angolanos na programação dos eventos da Mandelieu-La Napoule abrem boas perspectivas para os criadores nacionais, sobretudo os artistas plásticos.
Um dos mais conceituados artistas da geração de 90, Etona tem experimentado diversos estilos, nesta fase da arte contemporânea defende que o artista deve transmitir à sociedade a necessidade de todos contribuírem para a reconstrução do país.
Defensor da cultura e ciência bantu, o pintor, gravador e escultor é actualmente, pela segunda vez, secretário-geral da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP).
Natural da província do Zaire, Etona começou a desenvolver a sua actividade artística na década de 1970.
Em 1979 foi recebido como discípulo de pintura no atelier do artista João Luís de Almeida, na Ilha de Luanda, durante cinco anos. Começou a frequentar a União Nacional de Artistas Plásticos (UNAP) em 1985, enquadrando-se na Brigada de Jovns Artistas Plásticas. Um ano mais tarde é eleito coordenador da Brigada de Jovens Artistas Plásticos (BJA), instituição ligada à UNAP.

Tempo

Multimédia