Cultura

Especialistas examinam candidaturas na Polónia

Os dossiers de inscrição de novos sítios e bens culturais na lista do Património Mundial da Humanidade, entre os quais o Centro Histórico de Mbanza Kongo, começaram a ser examinados desde ontem e até amanhã, em Cracóvia (Polónia), na 41.ª sessão do Comité do Património Mundial da Unesco.

Maria da Piedade de Jesus está confiante na inserção de Mbanza Kongo na lista da Unesco
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

As inscrições para a lista do Património Mundial deste ano são no total 34 sítios, incluem sete naturais, 26 culturais e um misto, estando Angola inscrita  com o Centro Histórico de Mbanza Kongo.
Segundo a directora do Instituto Nacional do Património Nacional, Maria da Piedade de Jesus, as expectativas da delegação angolana chefiada pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, são boas, tendo em conta o projecto de decisão do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos).
A directora disse que Mbanza Kongo tem atributos suficientes que lhe dão um valor universal excepcional, que é único a nível nacional e internacional, justificado com o poder político, económico, a vida religiosa e a riqueza imaterial do antigo Reino do Kongo, assim como a expansão desta cultura  para lá do Atlântico.
“Este espaço continua a ser o centro espiritual da comunidade Kongo em África e no Mundo”, reforçou a responsável.
Nas primeiras sessões de trabalho do Comité do Património Mundial, os membros apreciaram os relatórios do orçamento e dos órgãos consultivos da Unesco, o estado de conservação de 99 sítios do Património Mundial e de 55 sítios inscritos na lista de Património Mundial em Perigo, dos quais foram retirados dois sítios africanos, nomeadamente os parques nacionais do Simien (Etiópia) e de Camoé (Costa do Marfim).
A lista do Património Mundial em Perigo é destinada a informar a comunidade internacional as condições que ameaçam as próprias características para as quais um imóvel é inscrito na lista do Património Mundial e para encorajar acções correctivas. As ameaças típicas que levam à listagem de perigos incluem conflitos armados, desastres naturais, desenvolvimentos urbanos não planeados, caça furtiva e poluição.
Angola é membro do Comité do Património Mundial da Unesco para um mandato de quatro anos desde Novembro de 2015, cuja eleição ocorreu durante a 20.ª Assembleia Geral dos Estados Partes à Convenção do Património Mundial realizada em Paris (França).

Mais dois sítio na lista

O Comité do Património Mundial inscreveu ontem na lista de Património da Humanidade a Cidade Velha de Hebron (Palestina) e o Complexo W-Arly Pendjari (Benin e Burkina Faso), que é uma extensão do Parque Nacional do Níger. O sítio da cidade velha de Hebron foi simultaneamente inscrito na lista do Património Mundial em Perigo.
O uso de pedra calcária local marcou a construção da cidade velha de Hebron durante o período entre 1250 e 1517. O foco da cidade foi o local da Al -Ibrahim / túmulo dos Patriarcas cujos edifícios estão no recinto construído no primeiro século dC para proteger o túmulo do patriarch Abraham / Ibrahim e a sua família. Este lugar tornou-se um local de peregrinação para as três religiões monoteístas: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.
A cidade foi localizada no cruzamento de rotas comerciais entre caravanas sul viajando para a Palestina, Sinai, East Jordan e norte da Península Arábica.
O complexo W-Arly é uma extensão transnacional (Benin e Burkina Faso) do Parque Nacional no Níger, registado em 1996 na lista do Património Mundial, que forma uma vasta extensão de Sudano-Sahel savana intacta, com tipos de vegetação como pastagens, arbusto, bosques ou florestas abertas. A propriedade é um refúgio para espécies animais que desapareceram ou estão ameaçadas.

Tempo

Multimédia