Estado dos monumentos preocupa autoridades do Ebo

Csimiro José | Ebo
11 de Novembro, 2014

Fotografia: Casimiro José | Ebo

O estado de degradação dos monumentos e sítios históricos espalhados pelo município do Ebo, província do Cuanza Sul, devido a falta de restauração para conferir uma imagem mais digna do seu valor, está a preocupar as autoridades da Cultura.

Prazeres Seralo, responsável da Cultura no Ebo, lamentou ao Jornal de Angola o facto de projectos anunciados de restauração nunca serem executados.
“Estamos preocupados com a ausência de um plano de restauração dos monumentos e sítios, uma vez que no passado foram anunciados projectos que visavam a recuperação imediata dos mesmos”, desabafou.
As pinturas rupestres de Ndalambiri, do Bototo, Kizolo, Kingingue, Cayombo e Kiduila I e II são as mais afectadas pela falta de restauro, ao ponto de correrem o risco de perder todo o seu valor histórico material.
“São patrimónios especiais que precisam ser preservados por serem um legado às novas gerações e uma forma de manter activa uma parte fundamental da história da província”, disse.
Prazeres Seralo lamentou ainda o facto de alguns especialistas estrangeiros mostrarem grande interesse na identificação e estudo dos monumentos e sítios da região do Ebo, enquanto os nacionais têm mostrado pouco interesse na matéria.
“Notamos que os especialistas estrangeiros ligados ao património material e imaterial mostram-se mais preocupados do que os nacionais, o que nos entristece”, frisou o responsável.
Nada se pode fazer localmente, a julgar pelas técnicas e especificidades, em relação ao restauro dos monumentos, disse, e lançou um apelo no sentido dos especialistas do Ministério da Cultura velarem mais pela sua concretização, como forma de preservar o património material e imaterial da região do Ebo e do país em geral. “É um trabalho que precisa ser feito imediatamente, porque o estado destes monumentos é realmente muito preocupante”, rematou o responsável.

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