Estudioso defende mais unidade africana

Adriano de Melo|
17 de Julho, 2014

Fotografia: José Soares

O secretário Executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, Carlos Lopes, destacou, ontem, no Hotel Epic Sana, em Luanda, a importância dos países africanos começarem a defender mais a unidade entre os povos, como forma de preservar e divulgar a africanidade.

Carlos Lopes fez esta declaração durante o lançamento do seu livro “Desafios contemporâneos de África: O legado de Amílcar Cabral”. E defendeu que o pensamento do nacionalista africano deve ser visto como um guia para as novas gerações, por conter conhecimentos e várias ideias sobre a africanidade e o pan-africanismo.
Para o professor e funcionário da ONU, apesar da noção de pan-africanismo hoje estar mais enraizada na economia, os países africanos devem trabalhar mais para criar novas e melhores formas de integração dos seus povos. “Não fizemos um bom trabalho de mutação do conceito pan-africanismo. Por isso, temos a obrigação de valorizar as contribuições de homens como Amílcar Cabral e transmiti-las aos jovens”, disse o investigador.
Carlos Lopes afirmou que hoje a nova forma de integração regional é através da economia e factores como a industrialização ou a melhor utilização dos recursos naturais são os desafios do pan-africanismo. “Agora a luta já não é contra o outro, o colonizador, mas sim a própria natureza das condições sociais e económicas”, destacou o académico e escritor.
O livro, que reúne um conjunto de textos de vários peritos sobre o pensamento de Amílcar Cabral, foi apresentado pela ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, que considerou o nacionalista que dirigiu a luta armada de libertação da Guiné e Cabo Verde uma inspiração para todos os africanos nos dias de hoje, devido ao seu grande contributo para a unidade dos povos.
Carlos Lopes é especialista em assuntos africanos e publicou mais de 20 livros na área de desenvolvimento, história e ciência política.
O livro “Desafios contemporâneos de África” traz a chancela do Arquivo Nacional de Angola e foi lançado no âmbito do Festival Nacional de Cultura (FENACULT).

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