Eugénio Ferreira recordado em Luanda

Roque Silva |
7 de Junho, 2016

Fotografia: António Pipa |

“Revisitar Eugénio Ferreira” é tema de um encontro que se realiza hoje, às 18h30, no Camões-Centro Cultural Português, em Luanda, que junta figuras da cultura, amigos e familiares do crítico literário e ensaísta Eugénio Ferreira, falecido em 1998.

A actividade visa homenagear Eugénio Ferreira, a título póstumo, recordando a vida e obra de uma figura ímpar e incontornável do movimento cultural, histórico, político e social, desde a década de 1940 à data da sua morte, aos 92 anos de idade.
Eugénio Ferreira nasceu em Portugal, e participou na luta pela Independência de Angola, a partir de 1943 quando chegou ao país, obtendo em 1976 a nacionalidade angolana. Entre os convidados que se vão debruçar sobre a vida do nacionalista angolano, constam Henrique Guerra, Francisco Soares, Paulete  Lopes, Pires Júnior e Teresinha Lopes.
Os convidados vão apresentar  mensagens e depoimentos que testemunhem o pensamento e o percurso profissional de Eugénio Ferreira, que foi advogado e professor.
“Os convidados vão apresentar testemunhos nos quais evocam a memória e os ensinamentos de uma figura considerada inspiradora  pelo seu posicionamento, coerência e prática de vida, que pode servir como exemplo para as actuais gerações”, referiu, em comunicado, o Camões-Centro Cultural Português.
Os feitos de Eugénio Ferreira, diz o comunicado, fez com que o poeta Antero de Abreu o chamasse  “um caboqueiro da angolanidade”, citação que valeu aos filhos Eugénio Monteiro Ferreira e Carlos Monteiro Ferreira escreverem o livro “Eugénio Ferreira - Um cabouqueiro da angolanidade”, com citações que ilustram a sua dimensão.
O documento adianta que o pensamento de “Angolanidade” de Eugénio Ferreira percorre um largo espectro, do Direito à Cultura, passando pela dimensão social e pela política, no período compreendido entre 1943 e 1998.
Durante mais de 50 anos esteve ligado à luta pela Independência Nacional, inspirado nos princípios de dignidade humana e na defesa de uma cultura integral do homem. Eugénio Ferreira dirigiu a Sociedade Cultural de Angola (SCA), onde exprimiu nos seus artigos a sua angolanidade, e o seu amor à terra africana.

Exposição

Uma exposição de desenhos elaborados por  mil alunos da Escola Portuguesa de Luanda vai ser inaugurada quinta-feira, às 18h30, no Camões - Centro Cultural Português.
Intitulada “Arte na Escola 6”, a mostra fica patente até o dia 29, e acontece no âmbito das comemorações alusivas ao 10 de Junho,  Dia de Portugal, de Camões e das ­Comunidades Portuguesas. A relação entre os países da ­Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a cultura e a promoção da luta contra o racismo são, também, temas de reflexão no 10 de Junho.
“Arte na Escola 6” reúne trabalhos de crianças e adolescentes, numa homenagem a Luís de Camões, um dos maiores poetas portugueses.
Os trabalhos foram seleccionados pelo Núcleo de Artes da Escola, integra um grupo de professores, que ao longo do ano lectivo, acompanham, coordenam e orientam todas as actividades artísticas.

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