Cultura

Eva Liberal expõe fotos no Camões

Francisco Pedro

A exposição de fotografia “Sentidos” de Eva Liberal, patente desde terça-feira no Camões - Centro Cultural Português, valoriza o sentido documental da vivência rural,  embora realce, também, a estética da fotografia preto e branco e colorida.

Artista plástica Eva Liberal mostra criações no Camões
Fotografia: Edições Novembro


“Sentidos” é a primeira aposta de Eva Liberal, natural de Barcelos, Portugal, cujos  os temas das fotos conferem à autora um futuro promissor na arte de fotografar.
São 24 quadros, que podem ser contemplados até ao dia 22, entre os quais “Kiesse”, que mostra uma publicidade da coca-cola, “É óbvio”, ilustra uma vendedora de rua na Ásia, “I need this”, um sinal de proibição para fumadores, também na Ásia, “The end of the American Dream”, imagem de um quadro com a imagem da bandeira dos Estados Unidos da América, “Urbano”, um jovem numa canoa, em plena lagoa.
O que desperta a atenção dos quadros, sendo a primeira mostra de Eva Liberal, é o facto de existirem seis obras com o título “Sem título”, uma atitude que, geralmente, acontece com artistas que têm vários anos de carreira.
De acordo com relatos da autora, nem todas as fotos foram produzidas de forma planificada. Muitas vezes, as imagens foram disparadas em plena viagem de automóvel pelas diversas regiões do país, outras surgiram, ainda, de súbito, ao caminhar pelas ruas dos países por ela visitados.
Na mostra, também é visível que a montagem dos quadros obedeceu a alguns critérios de  selecção, tais como motivos dos quadros, cor, e locais fotografados.
Eva Liberal afirmou que a sua entrega à arte da fotografia, bem como a preparação da mostra, incluindo a selecção das fotos, teve uma forte influência do artista plástico António Ole.
No catálogo, António Ole assina um texto em que destaca “nas últimas décadas tem a fotografia ganho estatuto legítimo de ser considerada - obra de arte. É aqui onde quero chegar: um olhar sobre alguma coisa ou alguém, além de conter uma inquietação poética, é também testemunho de um registo tão pessoal e único, que nunca mais se repetirá.”

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