Cultura

Executivo avalia valores a atribuir aos vencedores

Manuel Albano

O valor do Prémio Nacional de Cultura e Artes (PNCA) vai depender, nas próximas edições, da disponibilidade financeira do Executivo, de acordo com um anúncio feito, ontem, em Luanda, pela técnica do Gabinete Jurídico do Ministério da Cultura, Paciência Rosa Angola.

Secretária de Estado da Cultura presidiu ontem à cerimónia de apresentação do júri
Fotografia: Angop

Em declarações à imprensa, à margem da apresentação do júri deste ano do Prémio Nacional de Cultura e Artes, Paciência Rosa Angola disse que o Executivo vai passar a fazer reajustes nos valores do prémio em função do contexto social e económico actual em que o país se encontra, razão pela qual, ainda não foi definido o prémio da presente edição.
Até ao ano passado, de acordo com o regulamento, o Prémio Nacional de Cultura e Artes estava estimado em três milhões e quinhentos mil kwanzas, valor que vai ser alterado.
De acordo com a secretária de Estado da Cultura, Maria da Piedade de Jesus, o Prémio Nacional de Cultura e Artes continua a ser a mais importante distinção do Estado neste sector, tendo como principal objectivo incentivar o génio criador e cultural.
O prémio, recordou, visa incentivar a criatividade nos domínios literário, artístico e de investigação científica, no âmbito das ciências humanas e sociais. “O júri tem uma complexa tarefa na escolha dos vencedores. Por essa razão, esperamos que consiga cumprir com zelo a tarefa que lhe é incumbida.”
Maria da Piedade de Jesus fez ainda referência ao empenho e dedicação do júri das edições anteriores, que emprestou uma avaliação rigorosa, tendo em conta o espírito que norteou a criação do prémio.
Apelou ao júri, presidido pelo docente  da Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto, Vatomene Kukanda, para continuar a manter sempre um olhar cada vez mais consensual na indicação dos vencedores, para que sejam personalidades importantes que tenham desenvolvido trabalhos cuja estética, conteúdo e experiência permitam passar às novas gerações.
De acordo com a secretária de Estado da Cultura, as edições devem premiar a excelência no sector cultural, destacando a necessidade de um trabalho contínuo e abrangente às províncias, por forma a valorizar os trabalhos desenvolvidos pelos criadores nacionais.
O Prémio Nacional de Cultura e Artes é atribuído às seguintes categorias: Literatura, Artes Plásticas, Dança, Música, Teatro, Cinema e Audiovisuais, Investigação em Ciências Humanas e Sociais e Jornalismo Cultural e de Festividades Culturais Populares.
Na edição passada, foram vencedores o escritor António Fonseca, na categoria de Literatura, na de Jornalismo Cultural, a radialista e actual directora da Rádio Luanda Antena Comercial (LAC), Maria Luísa Fançony.
Na categoria de Música, o prémio foi atribuído ao cantor e compositor Carlos Lamartine, na de Teatro, foi o grupo Protevida. Outra categoria introduzida em 2017 é a de Festividades Culturais Populares, cujo júri atribuiu o prémio às Festas da Nossa Senhora do Monte, na província da Huíla, por existirem há mais de 100 anos, desde 1902.
Foram igualmente premiados o artista plástico Horário Dá Mesquita, na categoria de Artes Visuais e Plásticas, a Companhia de Dança Contemporânea de Angola, na disciplina de Dança, o de Cinema e Audiovisuais foi atribuído ao realizador Abel Couto e na disciplina de Investigação em Ciências Humanas e Sociais foi atribuído a título póstumo ao historiador Emmanuel Esteves.

Objectivo do prémio

O Prémio Nacional de Cultura e Artes é a mais importante distinção do Estado, tendo como objectivo incentivar a criação artística e cultural, bem como a investigação científica no domínio das ciências humanas e sociais.

Tempo

Multimédia