Cultura

Executivo quer apostar fortemente no cinema

Mário Cohen |

Desenvolver o cinema em todo o território nacional e criar incentivos de produção para os realizadores angolanos no mercado internacional é uma das apostas do Executivo, de acordo com declarações da ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, prestadas à imprensa, terça-feira, no Museu da Moeda, em Luanda.

 

 

Realizador de cinema nacional Óscar Gil
Fotografia: Eduardo Pedro | Edições Novembro

Para Carolina Cerqueira, o cinema angolano ainda carece de subsídios do ponto de vista de iniciativa artística, mas,  acima de tudo “investimentos com objectivo de desenvolver a sétima arte em toda a extensão do país.”   
“Para atacar a questão e dar vida a essa arte”, a ministra reconheceu a importância de o Ministério da Cultura investir mais neste sector, disponibilizando recursos financeiros e materiais para que o cinema seja  concretizado enquanto arte que satisfaça quer os profissionais quer o Executivo. Sobre os projectos analisados durante o V Conselho Consultivo, Carolina Cerqueira informou que os mesmos foram estudados cuidadosamente pelos especialistas e que são atractivos para serem implementados também nos municípios, podendo ainda servir como focos de atracção e de informação para os habitantes destas  localidades em todas as províncias, em particular as autoridades tradicionais e os jovens.
Entre os vários projectos analisados constam a actual situação dos museus no país. Para Carolina Cerqueira os museus são sinónimo de conhecimento, de modernidade e unidade nacional, por isso, está previsto, no programa de governação, a criação de instituições museológicas regionais, que vão servir como centro de intercâmbio e de internacionalização da cultura angolana.
A titular da pasta adiantou ainda que, actualmente, a atenção do ministério recai para a participação de uma delegação angolana na 41ª Sessão do Comité do Património Mundial da Unesco, actividade que é realizada de 2 a 14 de Julho na Cracóvia, capital da Polónia, onde diversos especialistas africanos vão apresentar propostas para a defesa da cidade de Mbanza Kongo, incluindo toda sua riqueza histórica e cultural, como um legado importante a ser preservado na lista do Património da Humanidade.

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