Executivo reforça acordo com o cinema

Francisco Pedro |
14 de Novembro, 2015

Fotografia: Dombele Bernardo

O compromisso do Executivo em garantir mais apoio qualitativo e quantitativo para a melhoria e o aumento da produção cinematográfica nacional foi reforçado nesta sétima edição do Festival Internacional de Cinema de Luanda (FIC Luanda). 

A actividade, que começou quinta-feira, com a exibição do documentário “Nós Somos”, do realizador Asdrúbal Rebelo, serviu ainda para o secretário de Estado da Cultura destacar a importância da promoção e difusão do cinema angolano.
Para Cornélio Caley, a divulgação da sétima arte é uma tarefa enorme e requer, cada vez mais, um maior apelo à parceria público/privada, particularmente na reabertura de salas de cinema públicas e privadas pelo país, assim como na criação de novos espaços de lazer e cultura.
“Com uma cultura rica e profissionais cada vez mais qualificados, o país tem feito esforço para tirar o melhor proveito dos acordos de cooperação que celebra com os diversos Estados no domínio da Cultura”, disse. Entre os 30 filmes, do género ficção e documentário, 12 são de produção nacional e 18 são estrangeiros, que concorrem para os diversos prémios, quer de curta quer de longa metragem.
As sessões começam a partir das 15h00 e vão até às 21h00. O FIC Luanda, ao contrário das edições anteriores, tem o encerramento previsto para esta segunda-feira, às 18h30.
Hoje, às 9h00, no Cine Atlântico, a linguista e mestre em crítica de teatro Agnela Barros profere uma palestra sobre “Feitiço, Magia, Fantástico e Maravilha na Sétima Arte”, que é aberta a todos.
O filme “Nós Somos”, de Asdrúbal Rebelo, que abriu o festival, no Cine Atlântico, foi estreado um dia antes na Televisão Pública de Angola (TPA). O Secretário de Estado da Cultura considerou a sua exibição um motivo de orgulho por ressaltar as várias etapas da independência, os ganhos da paz, da unidade nacional e o actual desenvolvimento de Angola.Cornélio Caley, que abriu esta edição do Festival Internacional de Cinema, afirmou que os indicadores existentes revelam que o cinema tem observado melhorias e reconheceu também o carácter e todo o empenho dos novos jovens realizadores que têm garantido ou forjado uma futura indústria cinematográfica.
Antes da exibição do filme, houve um espectáculo, que incluiu exibições de dança tradicional e trova. O músico convidado foi José Cafala. Depois foi feita a exibição de um documentário promocional em homenagem ao malogrado director do Instituto Angolano de Cinema, Pedro Ramalhoso, e também coordenador do FIC Luanda.
O FIC Luanda é um evento de periodicidade anual, que ocorre no âmbito do Novembro Cultural. Visa promover o cinema nacional e contribuir para um clima de intercâmbio entre os profissionais angolanos e os parceiros estrangeiros, perspectivando o surgimento da Indústria Cinematográfica Nacional.

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