Cultura

Exposição sobre a Amazónia

O Papa Francisco inaugurou o Museu Etnológico “Anima Mundi” e a exposição sobre a Amazónia nos Museus do Vaticano e afirmou que a beleza une e oferece aos povos capacidade de ultrapassar barreiras e distâncias.

Fotografia: DR

“A beleza une-nos. Ela convida-nos a viver a irmandade humana, contrariando a cultura do ressentimento, do racismo, do nacionalismo, que estão sempre à espreita. São culturas selectivas, culturas de números fechados”, afirmou o Papa, sexta-feira, nos Museus do Vaticano.
Francisco disse que os Museus do Vaticano devem ser “um ‘lar’ vivo, habitado e aberto a todos, com as portas abertas para os povos do mundo inteiro”, onde todos “se possam sentir representados”, percebendo-se que “o olhar da Igreja não conhece execuções hipotecárias”.
O Papa quer que os Museus do Vaticano sejam entendidos como uma casa onde todos têm lugar, o “povo, tradição, cultura”, tanto “o europeu como o indiano, o chinês como o nativo da floresta amazónica ou congolesa, do ‘Alaska ou os desertos australianos ou as ilhas do Pacífico”.
Para o Papa toda a arte, também as peças etnológicas, tem o mesmo valor e “é cuidada e preservada com a mesma paixão reservada às obras de arte renascentistas ou às imortais esculturas gregas e romanas, que atraem milhões de pessoas todos os anos.
“Aqui encontra-se um espaço especial: o espaço de diálogo, de abertura para o outro, da reunião”, sublinhou o Papa.

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