Cultura

Exposição "Corpo&alma" inaugurada ontem no Porto

A exposição “Corpo&Alma” inaugurada ontem na galeria Sala 117, no Porto, com obras inéditas, marca os 50 anos de carreira do artista plástico António Ole, passadas cerca de três décadas da última mostra do pintor angolano naquela cidade.

A série de dez desenhos faz parte do acervo íntimo do artista, reunindo esquissos e textos poéticos. Após uma retrospectiva, em 2016, no Museu Calouste Gulbenkian,  em Lisboa, esta exposição fica patente até 15 de Julho.
De acordo com um comunicado de imprensa da galeria, é no desenho, disciplina precursora do artista plástico, que assenta o conceito principal da exposição.
“A estrutura do desenho propaga-se para as pinturas - conversa acabada, conversa interrompida e Rakung -, onde a linguagem do corpo exerce preponderância, com soluções recorrentes à cultura africana”, lê-se na nota.
António Ole é um dos nomes maiores da Artes Angolana, sendo o único artista a representar Angola na 57.ª edição da prestigiada Bienal de Veneza, que decorre desde o passado dia 13 até 26 de Novembro, e onde é apresentado o projecto “Magnetic Memory / Historical Resonance”. Nascido em Luanda em 1951, António Ole é um dos mais importantes  artistas plásticos angolanos actuais. Depois da sua primeira exposição fora de Angola, no Museu de Arte Afro-Americana de Los Angeles, EUA, em 1984, os seus trabalhos nunca mais deixaram de circular pelo mercado internacional de arte.
Aclamado a nível internacional também como fotógrafo de arte e realizador de cinema, António Ole criou uma obra ímpar no contexto da história cultural de Angola pós-Independência, sendo os seus trabalhos mostrados em várias partes do Mundo nos mais diversos festivais e bienais.
Entre muitas outras intervenções, participou três vezes na Bienal de Havana, Cuba, (1986, 1988 e 1997) e duas vezes na Bienal de Joanesburgo, África do Sul, (1995 e 1997). Em 1992 foi um dos artistas angolanos que estiveram presentes no Pavilhão Africano na Exposição Internacional de Sevilha, Espanha, e no ano passado algumas das suas séries de fotos foram incluídas na exposição “Structure of Survival”, no Festival de Veneza, Itália.

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