Cultura

Exposição de arte marca aniversário da associação

Manuel Albano

A inauguração da uma mostra no Espaço Verde, denominada “Angola: Muxima. Desenho e Texto”, da autoria de Luís Ançã e Luís Gaivão, marca a abertura, dia 23, do programa de actividades do 30º aniversário da Associação Recreativa e Cultural Chá de Caxinde.

Regresso dos Unidos do Caxinde ao Carnaval depende da decisão do conselho directivo do grupo
Fotografia: brancisco Bernardo | Edições Novembro

A exposição fica patente até ao dia 27, um dia antes do aniversário da Chá de Caxinde. O programa inclui a realização de palestras, sessões de teatro, dança, lançamento de livros e tertúlias sobre diversos assuntos ligados à cultura e outros domínios.
Em declarações ao Jornal de Angola, o presidente da Associação Cultural Chá de Caxinde, António Monteiro “Bambino”, disse que várias figuras da sociedade serão homenageadas no dia 28 e será feito noutra ocasião um balanço das actividades do ano passado, cujos resultados serão entregues ao Ministério da Cultura como contribuição para a política cultural.
O documento insere as recomendações de um ciclo de conferências realizado sob o lema “Carnaval - desafios da modernidade”, que decorreu entre Maio e Dezembro de 2018, numa parceria com a  Fundação Dr. António Agostinho Neto, com o objectivo de agregar valores e qualidades ao Entrudo que permitam atrair mais investidores e promotores.
Para animar a festa, a asso-
ciação convidou a banda Kimbambas do Ritmo, criada no início da década de 60. A animação musical vai decorrer no Espaço Verde da instituição aniversariante.
A construção de uma bi-blioteca de raiz e a continuidade do programa de homenagens a personalidades ligadas à cultura nacional vão continuar a ser prioridades da associação.
Constituída no dia 28 de Janeiro de 1989, a Chá de Caxinde pretende obter o estatuto de instituição de utilidade pública nos próximos dois anos, de acordo com o presidente, apesar das dificuldades enfrentadas.
Questionado sobre o regresso do grupo carnavalesco Os Unidos do Caxinde aos desfiles competitivos do Entrudo de Luanda, “Bambino” descartou essa possibilidade por ter sido uma decisão tomada pelo conselho directivo do grupo em resposta à atitude da Direcção Provincial da Cultura.
Bambino recordou que, em Novembro de 2010, a Di-recção Provincial da Cultura de Luanda convidou vários grupos, com excepção de Os Unidos do Caxinde, para participarem no acto central do 35º aniversário da proclamação da Independência Nacional, alegando “critérios de ordem cultural”.
Na sua opinião, nada im-pediria a possibilidade de o grupo ressurgir, mas, “com o passar dos anos fica cada vez mais difícil mobilizar os foliões”, argumentou.
Fundado a 27 de Março de 2001, o grupo carnavalesco participou em dez edições do Carnaval, sendo vencedor em 2005 e 2010.  Na última participação, em 2011, ficou na oitava posição.

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