Exposição de fotos da Fundação Lwini

Nilza Massango |
4 de Junho, 2016

Fotografia: Dombele Bernardo

A Primeira-Dama da República e presidente da Fundação Lwini, Ana Paula dos Santos, inaugurou ontem, no Memorial António Agostinho Neto, em Luanda, a exposição fotográfica “Lwini 18 anos de Solidariedade”.

A exposição, enquadrada nas celebrações de mais um aniversário da Fundação Lwini, a assinalar-se no dia 30, conta através de fotografias a trajectória da instituição, desde a sua constituição até agora, assim como os projectos criados para apoiar as áreas da educação, saúde e o desporto, ou as crianças desfavorecidas, através de doações.
A cerimónia, que contou com a presença do ministro da Educação, Mpinda Simão, da ministra da Família e Promoção da Mulher, Filomena Delgado, e da vice-governadora para área Política e Social da província de Luanda, Jovelina Imperial, foi antecedida por palestras sobre as várias actividades e projectos desenvolvidos pela Fundação pelo país, desde o ensino especial à reintegração social, saúde e educação.
Ao longo da palestra, alguns jovens mostraram que apesar da deficiência, quer física ou mental, conseguiram ter uma formação académica, profissional e estar inseridos no mercado de trabalho angolano graças ao apoio da instituição e de outras do género. 
Uma das referências ao longo da palestra foi o projecto “Formei, Formar para Melhor Integrar”, criado com o apoio do programa “Angola2Learn”, que deu oportunidade de formação a vários jovens, alguns deles, como Gilberto Gaspar, de 32 anos, que hoje trabalha na Zona Económica Especial de Viana. Neusa Oliveira, de 27 anos, com deficiência auditiva, licenciada em Urbanismo, e Feliciano Santos, de 28 anos, mestre em ciências económicas, com deficiência física, são os outros dois resultados de todo o trabalho desenvolvido pela Fundação. Ambos defendem que a deficiência não significa incapacidade.
No final da palestra, os alunos com deficiência auditiva do Complexo de Ensino Especial do Rangel apresentaram uma peça de teatro, em linguagem gestual, para mostrar que “a justiça é para todos porque somos iguais”.

A voz da Fundação

Ana Paula dos Santos assegurou que a Fundação Lwini continua a prestar o seu apoio à sociedade e disse precisar ainda de muita ajuda, principalmente para as crianças e as mulheres rurais. “A nossa preocupação é constante. Não esmorece e estamos sempre a tentar inovar e temos encontrado bons parceiros para uma organização séria. Fazemos um trabalho com seriedade, respeito ao próximo e aos parceiros”, disse.
No final da inauguração, mostrou-se satisfeita com o facto de a instituição ter conseguido realizar acções de solidariedade em prol da criança, da mulher rural e de pessoas com deficiência numa jornada que ontem completou 18 anos.
“É um prazer ver com satisfação o percurso do Fundo Lwini ao longo destes 18 anos. É um trabalho feito com amor, carinho e paciência, acima de tudo. É um desempenho que parte apenas da vontade de partilhar a experiência”, sublinhou, acrescentando que a solidariedade, às vezes, parece insignificante, mas faz bastante diferença.
A Fundação Lwini, conta, começou muito pequena, mas ganhou espaço ao longo dos anos e foi evoluindo até hoje. “Agradece os apoios dados, em especial ao Lar Kuzola, onde tratamos as crianças. É preciso as pessoas começarem a visitar o Lar e a olharem as crianças que lá estão como filhos.”
Ao longo deste mês, a Fundação Lwini realiza várias actividades em algumas províncias. Em Benguela, por exemplo, é inaugurado o gabinete de diagnóstico e apoio às crianças com deficiência, ao passo que na Huíla é aberto um centro ortopédico, com ginásio e salas de recuperação.

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