Exposição de Kandinsky chega ao Rio


30 de Janeiro, 2015

Fotografia: Divulgação

A exposição “Kandinsky: Tudo Começa num Ponto” está aberta ao público, pela primeira vez fora da Europa, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, até 30 de Março próximo, após passar por Brasília, com um conjunto de obras do pintor russo Wassily Kandinsky que ajudam a compreender a sua evolução como artista e precursor do abstraccionismo.

A mostra propõe ao público um passeio pelas influências do artista nascido em Moscovo, em 1866. Na primeira sala, é possível conhecer os objectos com os quais teve contacto numa das suas primeiras viagens pelo território e folclore brasileiro. São brinquedos, portas, baús e fotos que ajudam a entender como Kandinsky evoluiu ao longo da carreira.
 “As influências, aquilo que Kandinsky absorve para criar alguma coisa absolutamente nova, todo esse complexo, esse caldo cultural, estão aqui na exposição”, detalhou o director-geral da mostra, Rodolfo de Athayde.
“Nós vamos ter aqui uma exposição sui generis porque, como diz o subtítulo ‘Kandinsky: Tudo Começa num Ponto’, é uma exposição que vai às raízes da vida e da obra do pintor”, explicou o director.
Athayde destacou ainda a presença dos objectos xamânicos, reunidos numa das últimas salas da exposição, quando as obras de Kandinsky começam a trazer aquilo que se tornou a sua marca: o abstraccionismo.
“A sua relação óbvia e também tão forte com a música também está na exposição”, acrescentou Athayde. “Kandinsky realmente considerava-se uma pessoa com o dom da sinestesia, de poder sentir, vamos dizer assim, sons nas cores que trabalhava, e poder através das cores também imaginar que notas poderiam corresponder-lhe”, afirmou. Um dos espaços que mais chamam à atenção é interactivo e permite ao público fazer uma imersão num dos quadros de Kandinsky com o uso de óculos de realidade aumentada. Conforme o movimento do visitante, é possível ver o quadro desmembrar-se.
Ao todo, mais de cem objectos, entre peças da cultura russa e obras de arte tanto de Kandinsky como de artistas que o influenciaram estão expostos no centro cultural. Telas como “Improvisação nº 11”, de 1910, e “No Branco”, de 1920, são algumas das obras mais famosas do autor que podem ser vistas na mostra.
“O sentido dessa exposição foi mostrar Kandinsky, mas o conceito em geral: os amigos dele, pessoas que o influenciaram. Então, esse foi o principal sentido da escolha das obras”, explicou Petrova, directora científica do museu russo que cedeu as obras para a exposição.

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