Exposição intimista no Camões


20 de Setembro, 2016

Fotografia: Bruno Fonseca

Uma exposição de fotografia intitulada “Out of box - a vida própria dos contentores marítimos”, do artista Bruno Fonseca, é inaugurada dia 27, às 18h30, no Camões - Centro Cultural Português, em Luanda, e fica patente até ao dia 11 de Outubro.

Sobre a exposição, um comunicado do Camões refere que a mostra apresenta um trabalho documental, realizado ao longo dos últimos quatros anos, em 11 países de três continentes diferentes.
De Angola à Escandinávia, passando pela Europa Central e América do Sul, uma viagem de descoberta da diversidade da função do contentor, que ao longo do tempo tem registado grandes  metamorfoses, ajustando  a sua função a múltiplas necessidades humanas, de acordo com a cultura de cada lugar. 
O conceito de contentor, como meio de transporte de mercadorias no alto mar, foi evoluindo, ao longo do tempo, sucedendo-lhe, em catadupa, outras realidades.
 Nas palavras do artista, “um contentor é também, uma mercearia, um barbeiro, um escritório, um armazém, um bar…uma janela aberta. Os contentores libertaram-se da sua utilidade inicial e adquiriram vida própria, ajustando-se a ganhar dimensão como objectos multifuncionais”, realça o comunicado de imprensa.
O comunicado destaca que o trabalho “Out of box” é uma visão intimista e documental  de Bruno Fonseca, sobre os contentores marítimos e as múltiplas reutilizações de que é objecto.
Com 21 trabalhos em fotografia, tantos quantos os anos que vive em Angola, o artista chama atenção ao despertar o espectador para  uma realidade próxima e tão presente no quotidiano.
A ferramenta para a produção das imagens foi uma câmara de médio formato 6X6, Mamyia, modelo 6MF, e foram utilizados filmes Kodak Ektar 100 e Fujichrome Velvia  50 e 100. Bruno Fonseca nasceu em 1972 em Portugal, onde concluiu o curso profissional de Fotografia, no Instituto Português de Fotografia (IPF). Depois disso, começou a trabalhar como freelancer.

Sobre o artista

A viver em Angola desde 1995, colaborou com a agência de notícias portuguesa (Lusa), sendo representado pela Agência 4SEE desde 2012. Viajante apaixonado, as suas fotos capturam o novo, a surpresa e respondem aos sentidos: olhar, pela primeira vez, sentir, pela primeira vez, apaixonar-se pela primeira vez.
 O seu trabalho na fotografia documental tem incidido sobretudo nos aspectos sociais e culturais de comunidades em Portugal e Angola. Esteve presente em exposições colectivas e individuais em Portugal, Eslováquia, Angola e Austrália e o seu trabalho é publicado regularmente nos principais jornais/revistas portugueses e em vários meios de comunicação internacionais.
Recentemente, participou numa residência artística da Fundação Bienal de Cerveira, onde desenvolveu um trabalho documental de memória sobre o salto: fenómeno de emigração clandestina para França na década de 70, que foi seleccionado para a XVIII Bienal de Cerveira de 2015, uma mostra colectiva quepermitiu dar continuidade ao modelo implementado em 1978, aquando da sua primeira edição, assente numa estratégia de descentralização cultural e na dimensão internacional do evento, apresentando as mais recentes realizações artísticas e tendências estéticas.

capa do dia

Get Adobe Flash player




ARTIGOS

MULTIMÉDIA