Exposição Olongombe em Benguela


18 de Agosto, 2016

Fotografia: Afonso Costa

A exposição colectiva itinerante dos artistas António Ole, António Gonga, Mário Tendinha, Masongui Afonso, Paulo Amaral e Paulo Kussy é inaugurada hoje, na Mediateca de Benguela, onde fica até domingo, depois de ter passado pelas cidades de Moçâmedes e Lubango.

Os seis consagrados artistas plásticos angolanos juntaram-se em torno de uma ideia, da qual resultou um projecto artístico a que deram o nome de Olongombe (manada de gado, em umbundo), concretizado numa exposição colectiva e itinerante que reúne obras de pintura, desenho,  escultura e instalação, unidas pela temática comum em torno do “Gado”, numa homenagem aos povos pastoris do Sul de Angola e ao escritor e antropólogo Ruy Duarte de Carvalho, à qual o Camões-Centro Cultural Português se associou, como parceiro.
Ao  evocar as comunidades pastoris do Sul de Angola, de que os kuvale são paradigma, Olongombe remete os amantes das artes plásticas, incontornavelmente para a obra do poeta, escritor, cineasta e antropólogo angolano Ruy Duarte de Carvalho, a quem os seis artistas também pretendem homenagear com este trabalho. 
O projecto Olongombe desenvolve os trabalhos artísticos em torno do Gado, figura central e riqueza maior dos povos kuvale, tão bem descrito por Ruy Duarte de Carvalho na sua obra “Vou lá visitar pastores”, que transforma  em poesia “memórias históricas, migrações, pastagens, solos, climas, percursos milenares, rumos traçados por gerações, há muito extintas, legados e destinos, num quotidiano animado pela urgência viril das transumâncias”.
Os seis artistas de gerações diferentes, oriundos de lugares diferentes do país, com percursos  artísticos, experiências e histórias de vida diferentes, embarcaram na aventura Olongombe reconstruindo caminhos perdidos da transumância.
Luanda é a última etapa da exposição que fica patente ao público de 1 a 23 de Setembro, no Camões -  Centro Cultural Português.

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