Cultura

Exposição “Ser Cidade” realça práticas urbanas

Amilda Tibéria

Quatro dos mais conceituados artistas contemporâneos de Angola foram desafiados e retratarem “as contradições e demagogias”. O resultado pode ser visto na na exposição “Ser Cidade” inaugurada  quarta-feira, na galeria do Banco Económico, em Luanda.

 

Obras mostram as relações de pessoas com lugares das cidades
Fotografia: Edições Novembro

A exposição, patente até 27 de Julho, reúne 32 obras de pintura, desenho, instalação, escultura e vídeo arte de  artistas Paulo Kussy, Cristiano Mangovo, Nelo Teixeira e Ricardo Kapuka.
Segundo a curadora Sónia Ribeiro, a exposição “é fruto do reconhecimento sobre as conexões entre experiências urbanas e estímulos sensoriais, fornecendo diferenciadas maneiras de explorar as acções e interacções entre indivíduos e as suas relações com lugares das suas cidades”.
Sónia Ribeiro acrescentou que o papel do artista não é o de representação, pois  isso existem as máquinas fotográficas, que devem propor uma reflexão, criar diálogos e emoções.
O artista Cristiano Mangovo explicou que, através da  criatividade, faz um exercício do equilíbrio do poder e as suas contradições, entre uma sociedade que está em constante mudança e questiona sobre o seu desenvolvimento e evolução, que “não são forçosamente sinónimo, mas não se contradizem”.
Ricardo Kapuka, que representa realidades da vivência humana e, em específico, o seu quotidiano, disse que pretende levantar questões pertinentes mas não verdades absolutas, de certa forma apelativas, usando meios visuais e plásticos, na criação de conteúdos que documentam o meio em que o artista se insere.
Na mesma senda, o artista Nelo Teixeira disse que as obras que expõe reflectem o desenvolvimento económico nas últimas décadas, na qual Luanda distingue-se pelos seus edifícios altos e estruturas modernas que contrastam muitas vezes com a degradação das restantes infra-estruturas e do meio ambiente.
Paulo Kussy realçou que as suas obras transportam os amantes das artes para espaços arquitectónicos e surrealistas, nos quais corpos escultóricos, estilizados e alongados, surgem inusitadamente numa conquista pelo protagonismo pictórico.

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