Cultura

Exposições de arte marcam Feira do Dondo

Marcelo Manuel | Dondo

Duas grandes exposições de arte marcaram a sétima edição da Feira do Dondo, que decorreu de 9 a 10 deste mês, no município de Cambambe,   sob o lema “Aposta na economia da cultura e turismo interno”, que contou com a participação de criadores da região, de Luanda, Malanje e Cuanza Sul.

Artesanato e peças utilitárias foram expostas durante a feira que decorreu em Cambambe
Fotografia: Marcelo Manuel | Dondo

Trata-se das mostras do Instituto Nacional do Património Cultura, sobre as igrejas e monumentos de Angola, com mais de vinte quadros, e da Recuperação do Património histórico edificado de Cambambe, demonstração dos trabalhos que foram feitos pela  empresa Odebretch.
Em declarações ao Jornal de Angola, ontem, a porta-voz da edição 2016 da Feira do Dondo disse que participaram na iniciativa artistas de seis municípios da província do Cuanza Norte, e igual número de instituições livreiras de Luanda, nomeadamente o Instituto Nacional das Industrias Culturais, Maiamba, Arquivo Nacional de Angola, Texto Editora, Livraria Universitária e Associação dos Inventores .
A também directora do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério da Cultura, disse que  das províncias vizinhas, como Luanda, Cuanza Sul e Malanje, participaram um total de dez artesãos e vinte unidades  de hotelaria e turismo, na classe gastronómica,  todos do Cuanza Norte, bem como a Medicina tradicional e produtos agrícolas. “Reforçamos aqui os desafios deixados pelo secretário de Estado da Cultura, Cornélio Caley,  sugerindo que a realização da oitava edição da Feira do Dondo deve abrir com apresentação da Cooperativa de Artesões e que a juventude de Cambambe receba e aplique  a responsabilidade de serem os representantes da juventude angolana, de Cabinda ao Cunene”, disse.
Para Marlene Gomes, apesar dos constrangimentos financeiros e do fraco poder de comprar das pessoas, esta edição da feira realizou-se num momento em que se pretende reconstituir a história do entreposto comercial da região, transformando-a num roteiro turístico e cultural, que passa pelos sítios e lugares de memórias. Durante a sessão de encerramento da feira, o vice-governador do Cuanza Norte para o sector político e social, José  Alberto Kipungo, reconheceu que a realização do certame foi pensada num momento difícil da economia nacional, tendo sido possível a sua efectivação, graça a  apoios de alguns parceiros, quer do Governo local, quer do Ministério da Cultura.
José Alberto Kipungo destacou a necessidade do reforço da parceria entre o Ministério da Cultura e o Governo do Cuanza Norte para o desenvolvimento da indústria do turismo cultural, para que se possa atingir o propósito da idealização da Feira do Dondo.
A Feira do Dondo tem como objectivo promover o artesanato nacional, o   desenvolvimento e expansão comercial e reconstituir na actualidade a história da actividade mercantil desenvolvida no espaço do território Ndongo.

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