Cultura

Falta de estatutos dificulta acções

Adolfo Mundombe| Huambo

O Museu Regional do Huambo, conhecido também por Museu do Planalto, não dispõe de estatuto orgânico, segundo informações do director da instituição, Festo Sapalo.

Uma das peças do Museu Regional do Huambo
Fotografia: DR

O responsável lamentou o facto de o museu depender da Direcção Provincial da Cultura, facto que impede quaisquer iniciativas que visem a  melhoria da instituição.
Festo Sapalo, historiador de formação, apontou a necessidade de criar-se um estatuto próprio, além da necessidade de requalificação com meios modernos que permitam  conservar as peças museológicas.
O Museu Regional do Huambo é uma instituição pública, sem fins lucrativos, de carácter cientifico e cultural. A instituição está virada à recolha de peças museológicas, inventariação, classificação, preservação e divulgação do património histórico, cultural e natural da região.
O museu, criado no dia 12 de Novembro de 1956, durante a época colonial tinha o estatuto de municipal.
Passou a Museu do Huam-bo, para representar a zona sul, numa altura em que tinha 1.500 peças de esculturas di-versas, distribuídas em etnografia, etnomedicina, arte sacra, ornitologia, história da ocupação colonial, numismática, mineralogia, arqueologia e filatelia, além da expo-
sição fotográfica com duas mil e 700 fotografias.
Durante o conflito armado, o museu perdeu a maioria do acervo, contando hoje com 845 peças, incluindo as recentes recolhas feitas entre 2007 e 2014.
No sector de fotos, existem apenas mil e 400 expostas, embora existam, também, peças recolhidas nos últimos anos que ainda não estão disponíveis por falta de financiamento. De acordo com Festo Sapalo, a Direcção Provincial da Cultura vai assumir o pagamento das peças nos próximos meses, pois a intenção é apresentar o projecto às gerações vindouras, “no sentido de conservarmos as tradições e a cultura ovimbundu”, realçou.

Tempo

Multimédia