Falta de gráficas dificulta edição


13 de Agosto, 2016

A falta de um parque gráfico e editoras na cidade de Malanje tem condicionado a publicação de obras literárias, afirmou na quarta-feira Francisco Ngola, secretário provincial da Brigada Jovem de Literatura de Angola, naquela província.

Em entrevista à Angop, o responsável frisou que diante de tal situação, a alternativa tem sido recorrer às editoras e gráficas da província de Luanda, o que encarece a produção do livro.
Francisco Ngola precisou que Malanje dispõe de jovens com potencial para a escrita, porém, têm encontrado dificuldades na edição e, consequentemente, publicação das suas obras. A Brigada Jovem de Literatura de Angola disse que dez livros de autores locais ainda não foram publicados pelos motivos mencionados.
Por isso, o responsável apelou à classe empresarial nacional no sentido de apoiar a actividade cultural, por se tratar de um importante meio para a promoção e divulgação da cultura angolana.
“A produção literária constitui um grande vector de exaltação da nossa identidade cultural, devendo, por isso, merecer uma atenção especial do empresariado malanjino”, frisou o responsável.
Francisco Ngola encorajou os jovens autores a continuar a escrever obras literárias, enquanto “ferramenta” indispensável para o amadurecimento e a diversificação de conteúdos que visam o alcance da excelência.
A Brigada Jovem de Literatura integra 230 membros em Malanje. Foi fundada na década de 80 do século XX, com o objectivo de elevar a consciência literária dos cidadãos, incentivando a escritura e a leitura. A filial de Malanje existe há mais de 15 anos.

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