Feira do Livro abre as portas

Jomo Fortunato|
25 de Agosto, 2014

Fotografia: Paulino Damião

A oitava edição da Feira Internacional do Livro e do Disco, que este ano decorre de 25 a 31 de Agosto no Centro de Formação de Jornalistas “CEFOJOR”, abre as suas portas, hoje, com um discurso que será proferido pelo Vice- Governador da Província de Luanda para área política e social, Adriano Mendes de Carvalho, entidade que se junta a um certame de periodicidade anual, que complementa o ciclo de comunicação literária e musical.

A Feira Internacional do Livro e do Disco dinamiza um processo que inclui a promoção e defesa dos direitos dos autores, editores, importadores, livreiros, e distribuidores, podendo motivar o exercício da crítica literária e musical,  práticas que recaem sobre um ente fundamental neste processo, o leitor.
A realização da Feira Internacional do Livro e do Disco está a cargo da editora “ArteViva, edições e eventos culturais”, com apoio de instituições públicas e empresas privadas, interessadas na concretização do projecto, e a filosofia organizacional do evento, obedece às linhas mestras do discurso do Chefe de Executivo, José Eduardo dos Santos, proferido no III Simpósio Sobre Cultura Nacional, em 2006.
No entanto, recordemos que no tradicional discurso de fim de ano, em 2005, o Presidente da República lembrava o seguinte: “Virámos a página da guerra e da destruição, abrimos o capítulo da paz, para reconstruir o que está partido, para construir coisas novas, para promover os valores morais e sociais positivos, para criar novos factos culturais, afirmar a identidade nacional e desenvolver a nossa cultura”.
Por esta razão, a Feira Internacional do Livro e do Disco acontece sob o signo “Criar novos factos culturais”, uma orientação intemporal de grande impacto pedagógico, no âmbito da gestão do facto cultural, extraída do referido discurso, constituindo uma estratégia de promoção da imagem do Chefe do Executivo em relação à cultura. Para além de constituir uma oportunidade, ímpar, de convívio e de intercâmbio cultural, a Feira Internacional do Livro e do Disco abre inúmeras oportunidades comerciais, entre editores, produtores, livreiros e alfarrabistas nacionais, e de países estrangeiros com representação diplomática em Angola, que pretendam promover e dar a conhecer os seus mais importantes momentos literários e musicais.

Leitura

Com o advento da paz, rumo ao progresso social e económico, torna-se urgente implementar estratégias de promoção da leitura, que sejam abrangentes nos seus mais nobres objectivos, para que o conhecimento científico e literário se alargue à toda população, tornando-se imperioso inverter o quadro de difícil acesso e custo do livro. Apoiando iniciativas deste  género, o Governo Provincial de Luanda está a contribuir para que  a democratização do saber seja um facto, e que o conhecimento se transforme  num factor de acesso ao emprego e de diminuição das assimetrias sociais.
Importa realçar que Presidente da República, Engº José Edurado dos Santos, reconhece a importância estratégica do livro, da promoção da leitura pública, da produção discográfica e do alargamento da rede de bibliotecas. A criação das modernas Mediatecas, em todo o território nacional, é disso um claro exemplo.
Com a aprovação da “Política do Livro e da Promoção da Leitura”, foi dado um importante passo em relação à fruição da leitura, enquanto responsabilidade de todos os sectores da sociedade, da democracia e diversidade cultural, da liberdade de criação e de comunicação, da valorização do livro, da divulgação e protecção da autoria, e do acesso ao livro de baixo custo. A política do Livro é um documento abrangente que propõe claros objectivos, e desagrava as taxas alfandegárias de importação de todas as matérias-primas que intervêm na cadeia de produção do livro. 
O processo de promoção da leitura, passa também pela construção de mais equipamentos para a fruição da leitura pelos munícipes, pela criação de espaços de lazer cultural, que podem inverter a tendência crescente dos números da delinquência juvenil, um mal com que nos deparamos, frontalmente, no nosso quotidiano. A leitura não dispersa, pelo contrário fixa e condensa a generalidade dos conhecimentos que estão na base de todo o progresso individual e colectivo.

Objectivos


A Feira Internacional do Livro e do Disco tem como objectivos principais, facillitar o acesso, promoção e circulação de livros e discos, num só espaço, proporcionando aos jovens angolanos, principal público-alvo, e às comunidades estrangeiras residentes e visitantes, em geral, o gosto e o conhecimento dos principais referentes no domínio da literatura, música e culturas internacionais. O certame visa ainda reforçar o intercâmbio comercial entre editores, livreiros, discotecários, músicos e os expositores estrangeiros, proporcionando espaços de tertúlias sobre questões literárias e musicais, constituindo os resultados , uma fonte importante de documentação e registo.

Programa


Do programa da oitava edição da Feira Internacional do Livro e do Disco, destacamos , para abertura, um concerto da cantora Irina Vasconcelos, acompanhada pela  banda “Kianda Soul”, e uma  sessão de autógrafos dos livros a “Trança”, “Quem me dera ser onda” e “A bicha e a fila”, do escritor Manuel Rui Monteiro. No domínio do cinema será exibido o  documentário, “Tropicália”, do realizador brasileiro,  Marcelo Machado.
Fazem parte do ciclo de palestras, abordagens sobre a “Trajectória artística e desportiva de Ruy Mingas”, proferida pelo professor universitário, António Luvualu de Carvalho, em homenagem ao cantor e compositor, o tema, “Literatura infanto-juvenil e uso das novas tecnologias”, estará a cargo de Israel Campos, estudante do Colégio São José do Cluny, “História do Ballet tradicional Kilandukilo, por Maneco Vieira Dias, a “Função das Mediatecas na formação da juventude”, por Bengue Saúca, “História do cinema, televisão e audio-visual angolano”, por Asdrúbal Rebelo, e “História do movimento Lev’arte”, por Kardio Bestilo. Para o encerramento do ciclo de palestras está agendada a transmissão, em directo, do histórico do programa, “Recordar é viver”, da Rádio Nacional de Angola, apresentado pelo cantor e compositor, Dionísio Rocha.

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