Feitos de Agostinho Neto são recordados em Lisboa


10 de Junho, 2016

Fotografia: JA

Os feitos e as obras de António Agostinho Neto foram recordados, na terça-feira, em Lisboa, numa actividade realizada pela Associação Casa da Cultura Angolana Welwitschia, como forma de divulgar o legado deixado pelo “Poeta Maior” aos jovens.

O acto, realizado no âmbito das comemorações do 40.º aniversário da Independência Nacional, decorreu no Auditório Agostinho da Silva, da Universidade Lusófona, na cidade de Lisboa.
O trajecto de António Agostinho Neto também foi apresentado ao público, como forma de inspirar os jovens a serem mais criativos e a terem um espírito nacionalista, assente na tradição e na identidade.
O embaixador de Angola junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Luís de Almeida, considerou Agostinho Neto um líder inquestionável e carismático.
Os ideais de Agostinho Neto, realçou, tiveram sempre uma perspectiva elucidativa quanto aos direitos dos cidadãos, em especial da criança, pressupostos fundamentais para a construção de uma Nação melhor.
O adido cultural da Embaixada de Angola em Portugal, Luandino Carvalho, destacou a influência da poesia de António Agostinho Neto, no processo de libertação de Angola. “Como a taxa de alfabetização era ainda baixa, os poemas de António Agostinho Neto tiveram de ser musicalizados e reproduzidos na Rádio Nacional de Angola (RNA), para ajudarem assim na sua compreensão”, disse Luandino Carvalho.
Por sua vez, o secretário-geral da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), Victor Ramalho, lembrou o percurso académico de António Agostinho Neto, enquanto estudante da Casa dos Estudantes do Império, e o seu contributo na luta de libertação dos povos africanos, em particular de Angola.
Durante o acto, o jornalista Carlos Pereira também deu o seu depoimento sobre o “Poeta Maior” destacando que foi uma figura muito importante não só para Angola, mas para África, cujos feitos como médico e humanista, devem ser resguardados. “É um dos poucos homens que ajudaram a despertar a consciência política das pessoas”, disse.
Além do debate, o acto ficou ainda marcado por uma exposição fotográfica sobre a vida e obra de Agostinho Neto, e  pela declamação de poemas de sua autoria e um espectáculo de música com a voz de Té Macedo.
A cerimónia foi presenciada pelo embaixador de Angola em Portugal, José Marcos Barrica, o juiz-conselheiro do Tribunal Constitucional, Onofre dos Santos, diplomatas, artistas, estudantes e membros da comunidade angolana.
António Agostinho Neto nasceu a 17 de Setembro de 1922 em Icolo e Bengo,  e morreu em Moscovo, Rússia, a 10 de Setembro de 1979.

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