FENACULT aproxima os povos

Roque Silva|
31 de Agosto, 2014

Fotografia: Nuno Flash

O director e encenador da companhia portuguesa de teatro JGM disse em conferência de imprensa, em Luanda, que o Festival Nacional de Cultura (FENACULT) é o reafirmar da cultura angolana.

João Garcia Miguel afirmou que o FENACULT “permite a aproximação e consolidação dos costumes das várias regiões de Angola” e pode contribuir para a criação e o crescimento da indústria cultural no país.
O vencedor do Prémio FAD Sebastià Gasch de 2008, considerado há 30 anos a mais importante distinção das Artes Performativas na Catalunha, Espanha, pelo espectáculo “Burgher King Lear”, referiu que o FENACULT “é um desafio para todos os angolanos” por garantir “a descoberta constante de outras manifestações”.
Estar inserido nas festividades da segunda edição do II FENACULT, sublinhou, é importante para o JGM por lhe permitir estreitar e estabelecer relações e a troca de conhecimentos com criadores angolanos. “Qualquer grupo ou movimento artístico necessita de desafios porque o torna mais forte e experiente e dá-lhe outro ritmo de trabalho”, declarou.
A participação no FENACULT, realçou, é uma viagem no tempo e uma porta que se abre ao teatro português.
Luís Caxupa, actor do JGM, disse que “o festival vai funcionar como um barómetro capaz de avaliar o estado das artes em Angola e apresentar o que de melhor é produzido em todas as manifestações artísticas”.
A exposição da realidade artística, realçou, pode pressionar a alteração e a forma de execução das políticas em prol do crescimento do movimento artístico-cultural em Angola.
A actriz Sara Ribeiro afirmou que realizar espectáculos em Angola “é um sonho de anos que se torna realidade”. “Espero que haja momentos inesquecíveis com a minha tão aguardada actuação”, referiu a responsável pela formação em teatro e performance do JGM.

"Yerma" em Luanda

O JGM apresenta amanhã às 19h00, no Centro de Animação Artística (ANIM’ART), no Cazenga, e na segunda-feira às 20h00, na Liga Africana, a peça “Yerma”, de Frederico Garcia Lorca.
Yerma e Juan formam um casal feliz e trabalhador. Desejam ser pais depois do casamento, mas o destino trai-os e instala-se uma tensão enorme entre os dois.
A peça fala do mundo dos sonhos, dos desejos e da luta pela imposição do que é natural e genético. A encenação apresentada em Luanda foi considerada em 2013 a melhor daquele ano pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA).
A presença da companhia portuguesa no FENACULT deve-se a um acordo firmado com o Centro de Animação Artística.

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