Cultura

Festa do Jazz comemorado com concerto em Luanda

O palco da Sala Angola, do Epic Sana Hotel, vai ser, pelo sexto ano consecutivo, o ponto de encontro dos amantes de jazz de Luanda, no próximo dia 30 de Abril, a partir das 20h30, durante um concerto por ocasião do Dia Internacional do Jazz.

Katiliana empresta a voz no concerto de Jazz no Epic Sana Hotel
Fotografia: DR

Os amantes de jazz terão a oportunidade de ver e ouvir artistas angolanos já sintonizados com a estética deste género musical, que se expressam de forma criativa e acrescentam ao jazz, que nasceu nos Estados Unidos, elementos das culturas africanas e angolanas.
O programa reserva a exibição do Etokeko Jazz Quarteto, liderado pelo pianista e tecladista Nino Jazz, a cantora Katiliana (voz), com o seu quinteto Sound Trip Band e outras surpresas angolanas criadoras de extensões jazzísticas criativas e originais, numa iniciativa da JJ Jazz.
O jazz, género musical mais do que secular, que Nova Orleães (Estados Unidos) viu nascer, há muito franqueou as fronteiras de quase todos os países do Mundo. Angola tem a graça de figurar entre os que já se renderam, há muito, ao seu encantamento.
O jazz é fruto da fusão de melodias e ritmos afro-americanos, como o blues, o spirituals e o ragtime, e surgiu numa cidade americana cosmopolita, com um tecido humano marcadamente africano.
A ausência de barreiras na criatividade individual faz das bandas de jazz comunidades especiais, que dão exemplo de diálogo musical e visual entre si e incentivam-se mutuamente a darem o seu melhor.
Atenta à sua importância sociocultural, a Unesco decidiu honrar o jazz, consagrando-lhe um dia internacional - o 30 de Abril. A celebração vai fazer, oito anos. Actualmente, em cerca de 200 países, pelo menos nas suas capitais, a efeméride é assinalada com concertos e outras actividades, como Cinejazz e Fotojazzy.
Luanda aderiu à iniciativa a partir do terceiro ano, pela mão da promotora JJ Jazz e pela paixão e empenho do crítico e divulgador Jerónimo Belo, que “escreve na imprensa, fala na rádio e programa na televisão”, como escreveu um crítico português, sob a égide do Ministério da Cultura.
Este ano, além dessa tradicional celebração, foram anunciadas várias outras, o que é bom para o jazz, para Luanda e para o país, desde que o espírito do género musical permaneça e fortaleça entre os actores.

 

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