Cultura

Festa do jazz regressa às Caldas da Rainha

Jacqui Naylor, o Club des Belugas e Patrícia Barber são algumas das propostas do Caldas Nice Jazz, festival que, na próxima quarta-feira até 1 de Dezembro, reúne músicos de vários países nas Caldas da Rainha.

A cumprir a sua sétima edição, o Festival alarga este ano a duração a 45 dias de concertos, tertúlias, seminários e afterpartys, mantendo “um conjunto distinto de estilos que fazem deste um festival de referência”, de acordo com Carlos Mota, director do Caldas Nice Jazz e do Centro Cultural e de Congressos (CCC) das Caldas da Rainha, que acolhe o evento.
O programa desta edição põe em destaque grupos de referência internacional como o Club des Belugas, com Brenda Boykin, uma das principais bandas de NuJazz na Europa - New Urban Jazz -, que combina os estilos contemporâneos European Lounge e NuJazz, de origem electrónica, com Brazilian Beats, Swing e American Black Soul dos anos cinquenta, sessenta e setenta.
Ao palco do CCC, sobem também Jacqui Naylor e Art Khu para um espectáculo de Smooth Jazz, numa mistura de estilos em que desfilam canções intemporais do universo pop-rock e temas originais.
A texana Hailey Tuck leva ao festival o jazz dos anos de 30, vestidos ‘vintage’ e filmes a preto e branco, oferecendo ao público uma ‘belle époque’ do século XXI, segundo a organização, no âmbito de um cartaz que integra ainda a ‘slide guitar’ e a voz blues de Jack Broadbent, os reflexos harmónicos de Aaron Goldberg e a mestria da cantora e pianista Sarah Mackenzie.
Em português do Brasil, o Caldas Nice Jazz apresenta o projecto em que a compositora e pianista Patrícia Lopes entrelaça poesia e melodias interpretando “O Feminino em Fernando Pessoa”.
Em português de Portugal, destaca-se a parceria artística de Afonso Pais e Rita Maria, que levam ao CCC o projecto “Além das Horas”.
A 1 de Dezembro, 45 dias após o arranque, o festival encerra com um concerto de Patrícia Barber, um dos principais rostos do jazz avant-garde de nível mundial, como destaca a organização. Barber regressa agora a Portugal, para actuar também no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, no dia seguinte, depois de um interregno de nove anos, quando se apresentou na capital portuguesa, no Porto e em Aveiro.
Ao programa internacional, o festival volta a juntar um cartaz paralelo que, sob o lema “Jazz na Cidade”, oferece este ano 12 concertos gratuitos e duas after-parties de livre acesso, em cafés, restaurantes, escolas e hotéis.

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