Festa do teatro abre com várias propostas

Roque Silva
16 de Maio, 2015

Fotografia: Santos Pedro

A III edição do Festival de Teatro do Projecto Vela começou ontem, na Paróquia de Santo António,  Hoji Ya Henda, com uma peça para crianças sobre a história da Rainha Njinga Mbande.

“Njinga Mbande - A Guerreira” é a adaptação do encenador Walter Cristóvão do filme “Njinga, Rainha de Angola”, de Coréon Dú, foi interpretada por 22 crianças do grupo Catarzes Teatro.
O grupo Kulonga apresentou na segunda sessão a peça “Loucura de Barriga Vazia”, terceira classificada no Festival Internacional de Teatro de Ubá deste ano no Brasil.
O espectáculo aborda a vida de um actor que se sente incompreendido pela mulher e pela sociedade por colocar o amor pelo teatro acima de quase tudo.
O grupo apresentou este espectáculo, porque para eles o teatro continua a ser uma arte pouco rentável em Angola e manter-se no activo é um esforço que muitos actores fazem somente por amor a arte .
A programação do festival tem 29 espectáculos apresentados por igual número de companhias de 14 províncias.
Luanda participa no festival com os grupos Conjuntura de Artes, Makamba, Amor a Arte, Twana Twa Ngola, Wajiza, Pedro Bélgio, Enigma Teatro, Protevida, Imbondeiro, Geração Recente - Azaleló e Roseira Teatro. Namibe, participa com Colacerma e O Mwenho, Cuando Cubango, Estrelas em Palco e Mwene Mukuva, Huambo, Efetikilo, Cuanza Norte, Kala U Kimona, Cuanza Sul, Nova Lua, Bengo, Sementes de Arte, Huíla, Luzes ao Palco, Malanje, Akwa Malanje, Benguela, Tweya, Uíge, Unidos em Cristo, Bié, Vozes do Centro, Cunene, Olonguisi, e Cabinda, Nkondi Ikuta.
O festival, que encerra no dia 23, realiza-se promover trocas de experiências em debates, conferências e homenagens, entre os mais de 500 actores, encenadores e técnicos convidados, disse o director do festival, Deazevedo Bochecha.

Programação

O grupo Efetikilo, do Huambo, apresenta hoje às 19h00 a peça “Makas na Aldeia”, drama que retrata a valorização dos costumes da região de Galanga, município de Londuimbale, depois de terem sido deturpados. O espectáculo, afirmou o encenador, com “uma pequena dose de comédia”, narra histórias reais sobre os perigos da aculturação e o actual desrespeito pela cultura angolana, em especial por parte dos jovens.
Alexandre Kanguenha referiu ainda que no espectáculo um dos jovens da aldeia deturpa a tradição quando engravida uma rapariga e desflora outra, sem haver um pedido de casamento.
“É uma tradição de Galanga, onde um jovem não se pode dirigir a uma mulher para a pedir em namoro, sem informar os familiares dela”, declarou o responsável.
Os espectáculos prosseguem hoje com apresentações dos grupos Sementes de Artes, do Bengo, e Kala U Kimona, Cuanza Norte.

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