Festival de Berlim tem novo concorrente


20 de Dezembro, 2014

Fotografia: Divulgação

O cineasta Terrence Malick volta a ser destaque num dos principais festivais de cinema, agora o de Berlim, depois de ter conquistado a Palma de Ouro em 2001, em Cannes, com “A Árvore da Vida”.

O novo filme, “Knight of Cups”, uma história ao que se diz ambientada a Hollywood, com Christian Bale, Natalie Portman e Cate Blanchett no elenco, é um dos seis primeiros títulos anunciados para a competição oficial do Festival de Berlim Berlinale), que se realiza de 5 a 15 de Fevereiro.
Terence Malick, que teve durante muito tempo reputação de recluso e nunca dá entrevistas, “acelerou o passo” desde que Berlim atribuiu em 1999 o Urso de Ouro o terceiro filme, “A Barreira Invisível”.
Após 15 anos, “Knight of Cups” é o seu quarto filme, após “O Novo Mundo”, “A Árvore da Vida” e “A Essência do Amor”, e um de três feitos quase em simultâneo, mas sobre os quais pouco se sabe devido ao secretismo com que continua a rodear o seu trabalho.
Além de “Knight of Cups”, os novos filmes dos britânicos Peter Greenaway e Andrew Haigh estão igualmente a concurso perante um júri presidido pelo realizador Darren Aronofsky (“Cisne Negro” e “Noé”).  Peter Greenaway, o veterano britânico responsável por “O Contrato” ou “O Livro de Cabeceira”, apresenta “Eisenstein in Guanajuato”, sobre a estada em 1931 no México do lendário realizador russo Sergei Eisenstein.
O inglês Andrew Haigh, autor de “Weekend”, sobre um romance gay e criador da série “Looking”, concorre com “45 Years” inspirado num conto de David Constantine, vivido por Charlotte Rampling e Tom Courtenay.
A selecção é completada com “Under Electric Clouds”, do russo Alexei German Jr., “As we were dreaming”, do alemão Andreas Dresen, e “Ixcanul Volcano”, a estreia do guatemalteco Jayro Bustamante. Extra concurso, o festival exibe “Cinderella”, da Disney, que refaz a história da Gata Borralheira, com Cate Blanchett no papel da madrasta e Lily James no de Cinderela.
A 65ª edição da Berlinale homenageia o realizador alemão Wim Wenders e celebra o centenário da criação do Technicolor, o processo de película a cores que se tornou sinónimo dos anos de ouro do cinema norte-americano, com uma retrospectiva de 30 filmes.

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